No Bico do Corvo
No Bico do Corvo
Será que funciona? 

Corvo, é duro ficar avaliando situações como são esses bloqueios de ruas e bairros. A gente vê todo um esforço, mas por outro lado, há pessoas que não dão a mínima, basta analisar o esforço que fazem para furar o controle, sem dar satisfação a ninguém. Muito feio isso, de um lado centenas de pessoas trabalhando e de outro, pessoas travessando no meio do mato, milharal, derrubando as cancelas. Se fizer uma pesquisa, verá que boa parte da população topa fazer um boqueio geral, um lockdown e toda a cidade. 
Lauro R. Mattos

O Corvo responde: do jeito que a situação está evoluindo é o que pode acabar acontecendo, ou seja, um lockdown em todo o perímetro de Foz do Iguaçu. A medida pode sim ser decretada, para atenuar o comprometimento dos leitos de UTI. 

Agilidade
O prefeito Chico "se virou nos 30", literalmente. A situação ficou muito crítica no final de semana, com a ocupação de 100% dos leitos do Hospital Municipal, o jeito foi adaptar os leitos de enfermaria, onde ainda há disponibilidade. Ontem a prefeitura anunciou a disponibilidade de cinco leitos e até o final da semana, mais 5. 

Saída estratégica
Como Foz não possui um hospital de campanha, a saída foi pensar em estrutura física existente e que depois da pandemia, estará à disposição da comunidade. É aí que surge o lado eficiente dos anúncios das altas do covid-19: cada pessoa que se recupera e deixa o leito, cede o espaço para outro. A recuperação, em verdade, é muito mais importante do que outra coisa. 

Planos de Saúde
Isso vai causar uma rebordosa, porque nem todas as operadoras de planos de saúde concordam em bancar os testes de Covid-19. Com o anúncio da obrigação em realizar os testes, já houve uma corrida em busca das pessoas saberem se já pegaram ou não a doença.

Fiscalização
Há várias equipes compondo a força-tarefa de fiscalizar o cumprimento dos decretos para combater o covid-19 em Foz, mas as autuações são poucas e olhando os relatórios, muitas situações são "improcedentes". Em realidade, muitas denúncias "batem na trave". 

Desafios
O tema é profundo e chama a atenção de muitos interessados. Hoje às 17 horas, entram em debate "os desafios para o desenvolvimento das fronteiras", com a participação de técnicos que entendem do assunto. Fique ligado.    

Faz a diferença
Parece que não, mas é muito importante as pessoas saberem se pegaram a doença ou não. Pegar a covid-19 transforma a vida das pessoas num caminhão de dúvidas, porque em primeira mão, todo mundo acredita que pode morrer. Com a sazonalidade dos casos e o fato da doença agir diferentemente de um para outro, deveria ser o suficiente para todo mundo se cuidar. No entanto, ainda há os que desafiam essa "loteria". 

Erros no currículo
Que situação se meteu o novo ministro da Educação? Será que ele se tornará a Viúva Porcina da vez, aquela que foi sem nunca ter sido? Bastou anunciarem para os cursos irem aos poucos desaparecendo. Que barbaridade! Tá difícil do Bolsonaro acertar uma, ultimamente. 

Muito melhor...
Mas comparado com Abraham Weintraub, o anunciado é vinho de pipa francesa, da melhor qualidade, com ou sem os cursos que imprimiu no currículo e que agora estão em discussão. Carlos Decotelli, pelo visto, não troca o "ç" pelo "s". 

Sem controle
Corvo essa notícia ninguém queria ouvir: o Paraguai pode atrasar a abertura da ponte em razão do aumento do número de casos da Covid-19. Que tristeza? E eu achava que tudo estava às mil maravilhas do lado de lá? Fiquei muito pra baixo, quando soube disso.
Marco Antônio R. Siqueira.

O Corvo responde: prezado, não está bom para ninguém. O governo do Paraguai sabia, antecipadamente, que não seria fácil segurar as pessoas em casa. Mesmo assim estão investindo pesado para não deixar a doença escapar, o que seria uma tragédia sem precedentes, uma vez que o sistema de saúde é frágil no país vizinho.  

Flávio chega amanhã
O GDia resolveu implementar ajustes e eles não serão poucos. A direção da empresa jornalística está avaliando uma série de novidades e a primeira delas, é a parceria com o jornalista Flávio Ricco, cujo conteúdo vem se ajustar aos novos tempos. Ele ocupará uma página inteira no Caderno 2, tratando dos bastidores da televisão, onde estamos ligados boa parte do tempo. Sabemos o que passa na telinha, e isso aguça a curiosidade do que há por traz das produções. É aí que o Flávio faz a diferença. Tê-lo conosco fará a diferença. 

Novos rumos
O colunista Douglas Dias deixará de publicar o conteúdo impresso amanhã. A mudança se faz necessária por vários aspectos e o mais importante, é um novo trabalho que ele começa a desenvolver. Para isso, necessita total concentração por uns tempos. Houve uma conversa com a direção do jornal e resolveu-se aproveitar o período pandêmico para iniciar um projeto assim, ambicioso e de amplitude. Douglas é um companheiro responsável e que jamais, em tempo algum, falhou no envio de sua coluna, traduzindo seriedade e a imagem de uma sociedade ativa, empresarial, conceitual, voltada para grandes projetos, sempre com bom gosto e requinte. O colunista sempre foi muito "pra cima" e é a sua característica de vida. O "novo Douglas" será um sucesso e os leitores podem começar a esfregar as mãos, porque ele virá com tudo.   

Cartas ao corvo (xxcc)

Bom dia! Este colunista espera que a semana seja de algum modo frutífera, sem aquela dúvida cruel de correr o risco de contrair o Covid-19. Sim a dúvida é dolorosa, só de pensar, porque com tantos infectados, o iguaçuense já formou opinião, que terá dificuldades de atendimento em caso mais delicado. O Corvo aproveita o exercício laboral de domingo, para esvaziar a gaveta de comunicados dos leitores.  

Bloqueios
Caro senhor Corvo, então hoje teremos mais cinco bairros bloqueados, no setor Leste. E amanhã, quantos bairros mais enfrentarão o lockdown? Quero ver quando apertarem o perímetro no Jardim São Paulo, Vila Yolanda e esses locais mais pertos do centro. Não será fácil controlar a população. Não estou gostando nada disso que está se formando Corvo, o povo não se cuida e continua furando as regras. 
Murilo B. Alcântara

O Corvo responde: prezado, a estratégia da prefeitura é esta, de trabalhar os perímetros onde há maior incidência da covid-19. Atacou a região norte e passa a controlar outras localidades. A atividade maior parece ser a de conscientização, e o que se vê, é as pessoas desrespeitarem as medidas, até mesmo na cara das autoridades. A capacidade de leitos de UTI está para colapsar e quem precisar de atendimento, corre o risco de ficar na mão. Vamos torcer para o projeto de lockdown regional dar certo.

Miniaturas
Que barbaridade isso Corvo, os brinquedos se tornaram equipamentos de contrabandistas? Quanta criatividade! A notícia do barquinho, cheio de celulares é digna de sair no Fantástico. O que mais devem estar inventando hein Corvo? 
Marcio José R. Junqueira

O Corvo responde: prezado, a coluna fechou no domingo após o almoço, mas certamente as editorias de curiosidades utilizarão a matéria, porque o feito é mesmo fantástico. Quem imaginaria a utilidade assim para drones e barcos de brinquedo? É o tipo de situação que acaba dificultando até a fiscalização, porque no lugar de procurar elefantes, como é o caso de mercadorias escondidas em caminhões, precisam ficar de olho nos camundongos, rápidos e quase desapercebidos. 

Almanaque
Os órgãos de controle de fronteira possuem uma espécie de museu para estudar e aprender a traquinagem dos contrabandistas e falsificadores. A unidade, segundo informações, fica em São Paulo e é tão repleta de curiosidades, que se cobrassem ingresso, arrecadariam uma boa grana dos curiosos e pessoas que adoram esse tipo de entretenimento, em saber sobre situações adversas. Lá há um pouco de tudo, rótulos perfeitamente elaborados, garrafas e até pedaços de automóveis. Certamente as miniaturas entrarão para o almanaque dos ilícitos fronteiriços. 

A velhinha da moto
Nos tempos que o Corvo vivia longe de Foz, ouvia uma piada da época, sobre a fronteira, sobre uma idosa que cruzava a ponte rotineiramente com um saco cheio de correntes na garupa de uma “lambreta”. Os fiscais viviam desconfiados, e, nada acabavam encontrando. Tempos depois descobriram que a senhorinha, com cara de professora aposentada, contrabandeava as lambretas. As correntes serviam para desviar a atenção. 

Dificuldade
Corvo, não sou de reclamar, mas está muito difícil de assistir televisão de uns tempos para cá. A gente vê novela, sabendo o que vai acontecer; shows, só se for na casa dos artistas, com mais falatório do que música; filmes antigos cobrindo o horário do futebol e nos telejornais, o assunto é covid-19, Fabrício Queiroz; covid-19, Bolsonaro sem usar máscara; covid-19, ministro que mentiu sobre pós-graduação; covid-19, falta de leitos hospitalares, tá louco, a gente não enlouquece pelo fato de ficar em casa, mas ao ver o que há fora dela. 
Marcos R. G. Andrade

O Corvo responde: prezado, ache um livro para ler, mas use a máscara, porque se não pegar covid-19, poderá sofrer com os ácaros e o mofo, daí, precisará ir ao médico e é aí que a porca vai torcer o rabo. Mas não há solução, é simplesmente o momento que estamos atravessando e embora o otimismo, isso vai longe.

Pico?
Qual será a distância para se chegar ao topo da curva epidemiológica? Taí uma pergunta que as pessoas fazem a todo momento e o Corvo não sabe responder. Aliás, parece que ninguém sabe no Brasil, porque no lugar das coisas melhorarem, pioram. 

Não dá para entender
Corvo, a gente fica de cara com as notícias sobre os recordes de contaminações em nosso país, no entanto, o comércio reabre nas grandes cidades, justamente onde o covid-19 está fazendo a festa. Não deveria ser o contrário? Será que a solução não seria trancar o mundo por 15 dias e depois tentar voltar ao normal?
Paula. G. Silvestri Macedo

O Corvo responde: prezada, os projetos de distanciamento, lockdown e medidas similares, servem para achatar a curva e aliviar a situação nas UTIs, mas parece que nem isso não adianta mais. A curva achata e novas ondas vão surgindo. Veja o caso de Manaus, que chegou a fechar os hospitais de campanha: a ocupação dos leitos de UTI está subindo novamente, já voltou aos 65%. Tudo depende da conscientização da população. 

Presepada 
Pois então Corvo, o novo ministro da Educação mal entrou e já está faiscando. Mas me diga, será que alguém não tem o cuidado de antes fazer uma varredura na vida da pessoa e saber se ela está de fato preparada para a função? Porque depois vão descobrindo podres aqui e ali, e dá-lhe desgaste na imagem do presidente. Não precisava ser assim, não acha?
Francisco (Chiquinho) R. Silva

O Corvo responde: caro Chiquinho, é perfeitamente possível realizarem um “exame” de títulos em alguém que assume um cargo executivo de primeiro escalão. No caso do novo ministro, Carlos Alberto Decotelli, experimente pesquisar a quantidade de cursos realizados e cargos ocupados pelo homem ao longo da vida? A lista não é nada pequena. Mas o atual governo tem dessas, de agir por impulso, depois paga o preço. O que o Brasil precisa é um pouco de paz para enfrentar a crise na área da Saúde, que aliás, ainda mantém um ministro interino. 

O frio chegou
Corvo, o mês de junho foi-se embora e nem tivemos o gostinho das tão esperadas festas juninas. Que tristeza isso. Mas o frio chegou. Será que as pessoas se lembrarão de realizar campanhas de agasalhos? As atenções estão voltadas para o coronavírus e tem muita gente tremendo nas ruas.
Maria Aparecida 

O Corvo responde: apesar dessa tensão em razão das endemias, há sim várias campanhas para aquecer os vulneráveis. O Gdia inclusive realiza uma. Os clubes de serviço estão trabalhando duro para assistir aos necessitados.  

Lista 
Corvo, na área da política, vocês escreveram que Foz terá mais de dez candidatos. Nunca chegaremos a isso, porque as pessoas lançam os nomes para sacolejar um pouco o processo e isso faz parte da estratégia dos partidos. Acredito que Foz terá no máximo cinco nomes na disputa, dois fortes e os demais para ajudar na divisão de votos, sempre pendendo para um lado, ou outro. É assim que acontece. Mas na lista de vocês, esqueceram o Paulo Ângeli, um dos primeiros a colocar o nome à disposição. 
Rubens O. P. Maquelatto

O Corvo responde: sim, são tantos os nomes, que é normal a memória ou a pesquisa falhar. Vai aqui um pedido de desculpas ao amigo Paulo Ângeli, pessoa devotada à cidade e que está à disposição de encarar o rojão, caso seja convocado. Mas em sua, a realidade não será muito diferente da abordada pelo leitor, afinal de contas, uma campanha custa caro, e a situação anda apertada para todos. Pesquisamos e teremos novidades nos próximos dias.

 

Cofres cheios

Alguém já dizia: nada afunda Foz do Iguaçu, uma cidade que supera todas as dificuldades e obstáculos. Bom, se depender da arrecadação, mesmo em tempo de pandemia, o provérbio é verdadeiro. Chico, bora implementar a grana da arrecadação em benfeitorias, enquanto boa parte da população está no confinamento. Manda ver no asfalto, assim não reclamarão do trânsito impedido; ajeita as escolas, já que não há aulas e põe as obras no calendário. Se tem dinheiro e há recursos para enfrentar a Covid-19, de várias frentes, aproveita para cumprir o cronograma de obras. 

Trabalhando
O Corvo deu uma “avoada” pela cidade e testemunhou que algumas obras estão sendo tocadas normalmente e devem ser entregues em breve, como é o caso da creche do Jardim Buenos Aires, que entrou na fase da pintura e acabamento. A população local aguarda ansiosamente a ligação dos bairros Cataratas e Carimã, por meio de uma ponte na Rua Tigre; isso se faz necessário, sobretudo com o anunciado início das obras na Avenida das Cataratas.  

Errata
Sob os efeitos da pandemia, também erramos, o que parece ser comum em todos os meios de comunicações, a todo momento repetindo notícias e fazendo correções. Mas isso não é desculpa, o fato é que saiu uma foto de Ciudad del Este, na página 5, da edição de ontem, em matéria assinada pelo jornalista Ronildo Pimentel e que tratava de assuntos relacionados ao covid-19, em Foz. 

Salto mortal
Emendando a errata, é impressionante imaginar uma escalada tão abrupta, de 128 para 545 casos no espaço de 23 dias, o que é uma barbaridade. O que estamos passando já entrou para a fase do “pesadelo”, porque é difícil imaginar como nossa cidade será depois, com tantos negócios baixando as portas e pessoas perdendo o emprego. Não está difícil explicar o aumento de pedintes nas ruas e vale ressaltar, que nem todos aparentam a vida abaixo da linha da pobreza. Já há casos de pais de famílias que arriscam pedir alimentos na porta de supermercados. 

Desequilíbrio
Dureza é sentir a “desflexibilização” de medidas que foram muito comemoradas. Bem que muita gente avisou, que seria prematuro relaxar, porque era cedo, a doença nem havia aparecido para valer. Mas agora o estrago já está feito e a cidade vai acabar pagando o preço. À cada momento aumentam as chances de um lockdown, ou a emissão de mais decretos restritivos. Segundo este colunista apurou, a prefeitura não enfrentará muita resistência, porque a cidade está apavorada, a começar pela ocupação de leitos dedicados ao covid-19. Por isso, amigos, não vamos estranhar o anúncio de endurecimento.

Ciudad del Este
Corvo, me disseram que muitas empresas não voltarão a funcionar quando o “paraíso das compras” reabrir. Quem atravessar a ponte, ávido em busca das novidades, achará uma porção de lojas fechadas e produtos antigos, porque antes da pandemia, segundo disseram, os estoques ainda não haviam sido renovados. Pensa a tragédia? 
Claimar O. R. Sartori

O Corvo responde: prezada professora, o que deve acontecer é uma baita queima do estoque, com liquidações das mais diversas, dos eletrônicos à perfumaria e isso, certamente, vai atrair gente de todos os lados. Os comerciantes da cidade vizinha são experts em se safar de tempos ruins, isso sabemos bem. De outra maneira, eles repõem os estoques em dias. Tomara se recuperem.

No Paraná
O bicho está pegando seo Corvo, as cidades paranaenses, antes consideradas seguras, estão entrando na fase laranja, ou seja, um pouco abaixo do “vermelho”. E pensar que nos tempos em que grandes cidades da Região Norte, como Manaus estavam enterrando as pessoas em valas comuns, nos gabávamos de manter índices baixos do covid-19. E agora?
Paulo J. U. Peixoto

O Corvo responde: prezado, agora vamos tratar de nos defender e encarar o coronavírus de cabeça em pé, cuidando da família, se expondo menos, porque chegou a nossa vez. Apenas como comparação, Manaus está até mesmo fechando os hospitais de campanha e a população aprendeu uma triste lição. Provavelmente não relaxem mais nas medidas.   

Comparativo
Veja Corvo, os norte-americanos estão arrepiados com os picos de novos contágios, ocorrendo em vários estados. Chegaram a 35, 36, 38 mil pessoas infectadas ao dia, com os números dobrados se comparados aos nossos. Mas veja, no Brasil a média diária tem sido muito maior, 42, 43 mil novos casos! Será que vamos mesmo conseguir dominar esse bicho grudento, quer é o coronavírus? 
José Leandro B. Baptista

O Corvo responde que adora preguntas assim difíceis numa sexta-feira! Certamente que vamos, mas devemos fazer a coisa direito, se é que isso vai entrar na cabeça das autoridades e principalmente da população, que insiste em relaxar, não usando máscara e causando aglomerações. Não adianta o governo endurecer, se o povo dá um jeitinho de escapar e esculhambar o processo de erradicação da doença. 

Fim de semana
Hoje é sexta-feira e segundo disseram ao Corvo, tem gente anunciando festinha amanhã e na tarde de domingo e acreditem, fazem isso abertamente nas redes sociais. Como é que podem se comportar dessa maneira? É muita zombaria com coisa séria. Mas os desordeiros terão uma surpresa: o efetivo de fiscalização praticamente dobrou e disseram que pegarão pesado daqui em diante.

 

Moro distante
E como muitos previram, sem a necessidade de uma “bola de cristal”, o ex-ministro Sérgio Moro vai ficando sem o tapetão multicolorido do sucesso, com aquele ar de estar pendurado na brocha. É mais um “quixotesco” na política brasileira. 
Charge do corvo moro 1 e 2

Sem paradas
Ultimamente o presidente Bolsonaro está passando reto pela portaria do Palácio da Alvorada, onde em geral, dá aquela paradinha para cumprimentar os apoiadores. Segundo uma informação, ele deve se mudar temporariamente para o Palácio Jaburu, em razão da infestação de ratos na residência oficial. As várias tentativas de extermínio dos roedores, foram infrutíferas. 

“Extremistas”
Corvo, essa palavra foi incorporada ao dicionário político brasileiro. Aqui entre nós, isso era mais comum na Europa, com as manifestações dos partidos de direita, ou no Oriente Médio. Fica até estranho ouvir isso num país como o nosso, onde os setores políticos nunca foram tão radicais. 
Marcio J. Q. Silva

O Corvo responde: “extremistas” sempre existiram em nosso país, são aquelas pessoas difíceis de dialogar, porque possuem a ideia fixa de que as coisas, devem ser do jeito delas. Mas gente presa pela prática do extremismo, é raro; nem nos tempos do Lula, quando se imaginava que haveria um extremista em casa esquiva, no entanto, se converteram rapidamente ao sistema.   

Dom Fabrício
A estada na tal casa do “Anjo” está se tornando uma comédia. Afinal de contas, porque será, Fabrício Queiroz cumpria confinamento domiciliar tanto tempo antes da pandemia? Vai ver alguma cigana disse para ele ir se antecipando. Eita medo que turma tem, dele abrir a boca hein? Segundo se sabe, a patroa sumida é quem ameaçava falar, caso corresse o risco de prisão. 

Bons tempos
Agora, na cadeia, essa gente vive de lembranças, como é o caso do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Que mudança de hábitos hein?  Viver de corrupção, nunca acaba em final feliz, mesmo assim, com tantos exemplos, a turma continua merendo a mão no jarro. Olha quantidade de inquéritos, de desvios com a compra de insumos e equipamentos para combater a pandemia?  

Certo ou errado?
Corvo, fui comprar um lanche e havia uma publicidade onde oferecem o queijo “muçarela”, isso está correto. Até as crianças, no bando de trás, deram risada. Diz aí, oh professor de Deus! 
Nathália Cerqueira. B. Jesus

O Corvo cultural responde: prezada, está corretíssimo, o brasileiro é que se acostumou com a palavra errada “mussarela”. Se bem eu o correto, seria usar “mozarela”, como está no cardápio de muitas pizzarias. 

 

Eleições

Senado aprovou a PEC que prorroga eleições. Elas acontecerão em 15 de novembro, quase um mês e meio do prazo original que é 03 de outubro. Com a data, nossos intrépidos candidatos podem pelo menos, vislumbrar uma estratégia de campanha. O pai do Corvo disse que 15 de novembro, data da Proclamação da República, foi durante muitos e muitos anos, o dia das eleições. 

A PEC
A Proposta de Emenda Constitucional - é isso que significa uma PEC e muita gente enche a boca para falar, mas não sabe o que é - adia as eleições municipais para prefeitos e vereadores em 2020. A culpa é do coronavírus. Os senadores votaram em dois turnos e o placar final foi 67 a 8. O projeto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados, que pode, como sempre, fazer uns ajustes aqui e ali. 

Primeiro e segundo turnos 
O primeiro turno será em 15 de novembro e, o segundo, dia 29 de do mesmo mês, sem alteração para a posse dos eleitos, em 1º de janeiro. Como tudo adiou, o registro das candidaturas também, ele poderá ser realizado até 26 de setembro. Segundo o projeto, as convenções partidárias pulam para 31 de agosto a 16 de setembro. Candidatos que utilizam meios de comunicações para fazer comentários e programas poderão se apresentar até 11 de agosto. Depois disso, o registro da candidatura pode melar. 

Mexe-mexe
O Gdia publicou em matéria de capa, com chamada principal, que em Foz, mais de dez candidatos podem disputar as eleições. O Corvo relacionou mais de 20 e na lista, alguns nomes são inusitados, mais pelo folclore do que pela capacidade de disputa. A matéria do Gdia aborda nomes como Chico Brasileiro, Paulo Mac Donald Ghisi, Sidnei Prestes Júnior, Luiz Henrique Dias, Vilmar Andreola, Bibiana Orsi, Nelton Friedrich, Ranieri Marchioro, Cássio Lobato, Tatiana Fruet e Ricardo Albuquerque. Mas como se sabe, há nomes que se apresentam ou que estão à disposição dos partidos, como é o caso do veterano Tércio Albuquerque e de mais três vereadores da atual legislatura. No processo de avaliação, uns somam com outros, uns desistem e o número de candidaturas despenca. Historicamente tem sido assim, mas com a advento das redes sociais, nunca se sabe. 

Lives e debates
A Justiça Eleitoral aguarda um pacote para a realização de eventos com as novas tecnologias, como é o caso dos debates virtuais, ao vivo, como ocorrem shows, maratonas artísticas e reuniões. Será, no mínimo, divertido apreciar os embates, sobretudo em tempos de pandemia. Tudo indica que ainda teremos pandemia no período eleitoral, com distanciamento para ir votar e todas as demais recomendações. Provavelmente as urnas estarão em locais abertos.

Situação geral
Como estamos em ano eleitoral, é proibido fazer pesquisa, ou divulga-las, sem o devido registro legal. Mas o Corvo saiu por aí avaliando uma série de situações e concluiu que a maré não está boa para propícia para o setor político. A população está com a moral derrubada e não quer pensar muito em eleições, disputas, e o que normalmente acontece em períodos assim. Nos anos anteriores, à esta altura, o circo já estava pegando fogo, com levas de candidatos correndo a cidade, tentando arregimentar segmentos, localidades de apoio, enfim, tudo era muito diferente. Veremos como será isso, com tantas limitações.   

As sete pragas
Pelo menos quatro estão em vigência, Covid-19, Dengue, Gripe H1N1 e a provável invasão de gafanhotos que se aproxima do Sul do Brasil e provavelmente abarcará o Paraná. Faltam apenas três pragas e daí o mundão véio vai se acabar de vez. O que será, vem pela frente em matéria de desgraça? Essa dos gafanhotos ninguém esperava. 

São João
Havia uns pedaços de pau no fundo do quintal e o Corvo deu de fazer uma fogueira para ensinar os corvinhos como era uma festa junina das antigas. O fogo ficou tímido e não demorou, alguém ligou pedindo para Apagar, do contrário, chamaria os bombeiros. A vizinhança está tão de olho em tudo, que não dá nem para fazer um churrasco, em tempos de pandemia, o que dizer de uma fogueirinha de São João. Mas o pessoal tem razão. Alguns hábitos são incompatíveis com a modernidade. 

Notícia ruim
Alguém teve o cuidado de entrar em contato com o Corvo, reclamando da onda de notícias ruins, como este colunista fosse um “arauto” da desgraça. É simples: arranja uma notícia boa, que a gente insere no noticiário e com destaque. O caso é que está difícil, não se vê nada acontecer que não seja tristeza, morte, sonhos frustrados, ideias morrendo na casca, crimes, fuzarca política e doideiras de todos os tipos. O Corvo adora notícias boas, mas, elas são uma raridade pelo momento. 

Alívio
Coisa boa é ver a criatividade superando a crise, como o caso dos laboratórios das universidades inventando equipamentos, respiradores, inúmeras vezes mais baratos que os fabricados na China e mundo afora. Mas alguém sabe de governo ou hospital que topou um projeto caseiro, desses milagrosos? Algum governo topou instalar respiradores com motores de limpadores de para-brisas? Difícil né? E os gatunos de plantão vão desperdiçar a oportunidade? Acorda Alice! É triste acompanhar tantos esforços e ideais geniais desprezadas, por aproveitadores do dinheiro público.     

Sem saída
Os trabalhadores do setor de Turismo são os que mais sofrem com a pandemia. Se bem que não há assim uma “escala de sofrimento”, porque a situação pega geral. Mas no turismo, diferente do comércio, não há nada para se fazer, porque o setor sofreu um baque devastador; guias, motoristas, agentes de viagens e muitos funcionários da rede hoteleira estão enfrentando dificuldades. E não está fácil também para taxistas, motoristas de aplicativos, muitos vivem de fazer entregas. É triste de ver. 

Covid-19 manda ver
E a lista de contaminação aumenta. Três localidades foram bloqueadas e o Corvo soube que há possibilidade de mais dois bloqueios no distrito norte. Não demora, o perímetro será ampliado até perto de Três Lagoas, com cancelas na Tancredo Neves. Todos os bairros daquele setor estão alaranjados no mapa.

Testagem
Corvo, será que não é o caso Foz realizar um teste em massa da população? Sei de gente com o covid-19, mas que os familiares e pessoas que residem na mesma casa, ainda não foram testadas. Isso é normal? Não seria o caso isolar todas as pessoas próximas dos pacientes em observação e que estão se tratando em casa? Não entendo como isso acontece.
Paula R. Santos

O Corvo responde: o procedimento é exatamente este. O Corvo também não está convencido. As pessoas são testadas apenas se apresentarem os sintomas, o que parece não ser nada seguro, porque os considerados assintomáticos, podem espalhar a doença. Mas enfim, são políticas públicas e devem saber o que estão fazendo. Por isso quem puder, que fique em casa. 

Cascavel
É provavelmente uma das cidades mais afetadas pelo coronavírus no Paraná, mas as autoridades seguem na contramão, flexibilizando, o que contraria todas as medidas de combate à doença. Parece até que jogaram a toalha, partindo para a seleção natural, onde os fortes, sobreviverão. Que coisa isso? Parece ficção.  

Tiros
Essa mania de atirarem para o alto, no lugar de soltarem rojão nunca acaba bem. A bala sobe e depois desce, cai, igual um foguete, perfurando janelas, telhados e até automóveis. Há medo de denunciar quem faz isso, porque em geral, esses prevalecidos se vingam ou intimidam. Que barbaridade. 

Caneta irresponsável
Que tipo difícil é esse tal de Abrahan Weintraub hein? Num comportamento de piá pançudo, promoveu uma série de revogações horas antes de deixar o Ministério, causou foi um estrago geral na pasta e isso dará um trabalhão para o sucessor. Falar nisso, o paranaense Renato Feder estaria analisando a proposta de assumir o desafio. 

Vazamento
Largaram nas redes sociais os recibos de pagamento dos funcionários do Centro de Convenções. A folha não é pequena. Mas e qual a novidade? Tudo o mundo está cansado de saber salários de servidores. Alguém andou visitando a estrutura para saber se ela comporta abrigar quem está se recuperando do covid-19. Um pouco tarde né; a solução parece mesmo usar quartos de hotéis. 

Alguém viu?
A caça à mulher do Queiroz chegou à fronteira. Alguém ligou para o Corvo informando que ela estaria pela cidade. O informante forneceu o endereço inclusive. O Corvo pediu para a pessoa ligar para a polícia, porque o colunista não é detetive e nem nada. Se ela é procurada, qual o problema em avisar as autoridades? No mais, toda vez que alguém foge, as mentes férteis começam a imaginar que os fugitivos estão na área de fronteira.

 
 

E viva São João!

Ai que saudade das festinhas nos colégios, a dança da quadrilha, pipoca, pinhão, milho, canjica, quentão com gemada, cantoria e fogueira, para se aquecer nas noites frias de junho. Bom, a saudade pega de todos os lados, por causa da pandemia e até na falta de um ar mais gelado, o que não apareceu ainda em nosso inferno primaveril. E hoje, ponto facultativo, o negócio é trabalhar! 

Ao contrário
Prezado senhor Corvo, não entendo certas coisas. Não seria o caso decretar feriado e deixar as pessoas trancadas em casa, protegendo-as do vírus? Mas em Foz, parece que tudo acontece ao avesso; decretam ponto facultativo e o povo vai parar o comércio, espalhar covid-19! Outra coisa, porque o transporte público está tão demorado e lotado? É porque tem menos ônibus, mas não seria o caso colocar mais, assim as pessoas se locomovem mais confortavelmente, sem precisar cheirar o sovaco de alguém? Tudo bem que o povo precisa trabalhar, produzir, pagar as contas, mas no fim, isso está saindo mais caro. Penso que o prefeito deveria trancar tudo de novo por um prazo de 15 dias. Pode ser, assim, a cidade afrouxe a tal curva epidemiológica e as pessoas sofram menos. 
Martha . K. N Loureiro 

O Corvo responde: prezada professora, do jeito que a coisa vai, é quase certo que teremos outro torniquete confinador. A prefeitura, provavelmente só não decretou isso, por causa da chiadeira dos setores produtivos. Olha aí o problemão: UTI quase lotadas, doentes vindos de outras cidades, óbitos aumentando, povo da saúde correndo risco; bairros que viraram campos de concentração. Se não endurecerem na pegada, choraremos uma tragédia

Dia e noite
Corvo, na minha opinião está tudo errado. A prefeitura deveria regular melhor as atividades comerciais, abrindo as lojas 14 horas e fechando às 18. Deveria fechar os estabelecimentos não essenciais, doa onde for, com toque de recolher 20 horas. Isso, durante uns 15 dias já seria o suficiente pra colocar a cidade em ordem novamente. De que adianta manter o comércio aberto, se o movimento não paga os custos? Abri minha lojinha e levei na cabeça. Vendi R$ 28,00 em três dias. Se é ruim para o meu negócio familiar, o que dizer do comércio em geral. O que fiquei sabendo, é que as pessoas passam nas lojas, entram, olham e não compram nada. Que fenômeno é esse? Fechar 22 horas? Isso não adianta nada. Tem que fechar em boa parte do dia.  
Rubens Pessulato R. Franco

O Corvo responde: prezado, se permitirem a abertura do comércio em apenas uma jornada, com certeza haverá aglomerações. Mas a verdade é que a transmissão é comunitária é feroz; não há mais controle sobre o covid-19 e isso, constatamos pelos números divulgados todos os dias. É triste, lamentável, preocupante. Por enquanto, os óbitos são reduzidos, graças à eficiência dos profissionais da saúde, que estão na linha de frente, mas eles estão sendo contaminados e boa parte foi para o estaleiro. Chegará o momento, que pode não haver mais médicos e enfermeiros para atender a população e como é que isso será? O Corvo acredita que se a população tomasse a iniciativa de se cuidar, seria possível manter o setor produtivo e comercial aberto, mas o que se vê, é uma falta de cuidado danada. Tá difícil, mas não é por isso que vamos deixar de manter a fé e de cuidar de quem está próximo.   

Sustos
Os números do covid-19 podem arrepiar nos próximos dias, porque há mais de 600 casos em investigação. Até o momento, quase 4.400 testes e 3.200 foram negativos. Cerca de 500 foram confirmados. Logo, se de um dia para o outro, surgirem divulgações com números muito acima do normal, é porque incluíram os resultados das testagens.

Nem de brincadeira
A empregada do Corvo, que ultimamente só limpa o lado de fora da casa, disse que a molecada da vila anda aplicando trotes na Defesa Civil. Os pais descobriram e endureceram no castigo, do tipo desligando televisão e sequestrando o celular. Pais e mães atentos, ajudam muito ao ensinarem os filhos, que trote em órgãos de atendimento a urgências, não são para brincadeira. No entanto, há uma realidade: filhos que imitam o que os pais fazem. É lamentável que existam pessoas fazendo um servicinho porco desses. 

Mapa de calor
A prefeitura divulgou um mapa onde aparecem as áreas mais afetadas, por meio de manchas em escala de cores. A região note parece em vermelho, e, em quase todas as áreas da cidade, há manchas alaranjadas, o que é muito ruim. Vermelho significa incidência alta de covid-19 e laranja, média-alta. Não existe região “azul” e nem “verde-claro”. Provavelmente toda a região norte entre em bloqueio, como é o caso agora do bairro Cidade Nova.   

Objeto não identificado 
Os corvinhos estavam brincando no jardim, subindo em árvore, atirando pedra no telhado e eis que entram gritando firmando que havia um OVNI em cima de casa. Este Corvo respirou aliviado, crendo que finalmente alguém de outro planeta resolveu aparecer para nos ajudar, ou abduzir os chatos de plantão. Nada, mas havia sim um objeto pairando, silenciosamente, branco e preto ameaçando cair a qualquer momento. Era um balão junino, enorme, com a tocha apagada. Claro, as crianças nunca viram uma coisa daquelas, logo, acreditaram se coisa de outro mundo. 

Ócio
Deve ser normal as pessoas pirarem e partirem para ofícios sinistros, como é a feitura de balão, coisa proibida e perigosa. Mas em casa, a imaginação fertiliza e para a cabeça de muitos, o ócio é ofício do capeta. Vai ler um livro, roçar o lote, assistir televisão, arranje algo para fazer da vida, que não seja colocar a vida dos outros em risco. 

Mendicância 
Os setores sociais de Foz devem enfrentar uma situação difícil. Aumentou e muito o número de pedintes e pessoas vulneráveis nas ruas. Fui comprar um lanchinho para as crianças no Mac e lá havia três pessoas estendendo a mão, pedindo para comprar algo, ou pelo menos algum dinheiro. É imensamente constrangedor passar por isso, até porque ou vamos com o dinheiro contato, ou com o cartão de débito. Pior, os pedintes estavam sem máscaras e praticamente entram no carro da gente, não respeitam o distanciamento. Como é que fazemos, porque é triste pedir para que se afastem? As crianças assistem a isso e ficam apavoradas, porque não assimilam o que está ocorrendo. 
M.V.L.P (A leitora pediu para não ter o nome revelado). 

O Corvo responde: este colunista enfrentou situações similares em vários locais da cidade. É difícil enfrentar uma situação dessas e é por isso, que a recomendação é não se expor; não por causa dos necessitados, pelo contrário, devemos ajudá-los de alguma maneira, mas sim pelo contágio. Agora é permitido levar as crianças, mas devemos lembrar que também são vulneráveis ao covid-19. A vida não está nada fácil, imagina para os necessitados? 

Capacidade
A ocupação de leitos das UTIs para o atendimento ao covid-19 deveria servir como uma sirene estridente e comover quem não se cuida, causando aglomerações, juntando gente para beber e fumar narguilé; fazer festinhas em chácaras e sair por aí, não ligando para o que está acontecendo. Chega de ignorância. Está na hora de se entrevar e tratar de não colapsar o sistema de Saúde.

Banco Mundial 
O mundo se ardendo em doenças e o seo Weintraub forçando a barra para arranjar uma boquinha no Banco Mundial? Isso sim é uma calamidade! O que esse cara acha que vai fazer lá? Até o povo da ala econômica do governo sabe que acomodar Abraham Weintraub lá, será um desastre para o Brasil, porque o homem não respeita ninguém.  

Se livrou
“Não vejo a hora de sair do Brasil”, disse o ex-ministro da Educação, assim que soube da exoneração. Ele sabe que corre o risco de ganhar uma pulseira de aço, pelas barbaridades injuriosas que cometeu e é aí que a gente fica pensando; cadê o amor pelo país? Parodiando um lema do passado, quem o ama, não deixa. No fim, permitir que o homem escapasse com passaporte governamental, foi um favor que o Bolsonaro fez ao seu governo e ao país.  

Revoada
Corvo, pelo que estou entendendo, começou a bateção de asas dos políticos. Lá na vila as pessoas estão se queixando de serem abordadas por candidatos. Acredita que eles ainda insistem em cumprimentar os eleitores? Por favor né Corvo? Que passem longe de mim, senão vão ouvir grosserias. 
Paulo G. V. Barbosa

O Corvo responde: as próximas eleições serão algo bem diferente e claro, a abordagem será via redes sociais, porque até os políticos estão enfrentando dificuldades em sair por aí, com o povo enclausurado, ou se tratando da doença. No lugar de gastar solas de sapatos, terão que arranjar dinheiro para alugar os robôs da internet, cada vez mais caros e ineficientes, porque mensagem remota, as pessoas deletam assim que chaga. Será complicado para os candidatos à prefeito e pior ainda para quem arriscar disputa de vereador.  

Fake
Corvo, francamente, quem produz fake news, sabe que terá leitura, porque muita gente gosta de fuxico e notícias incomuns. É triste, mas é verdade. O problema, portanto, não é só quem produz esses lixos nas redes sociais, mas quem acredita em conteúdo assim. O que acontece, é o resultado na falta de investimentos em formação do indivíduo. 
Geraldo Soloza M. Vieira

O Corvo responde: prezado, é por aí, mas não devemos subestimar a capacidade de avaliação da população ou de quem navega pelas redes sociais. Abusaram tanto das mentiras, dos exageros, das maldades, que as pessoas começaram a depurar melhor o que é postado. Por isso, denunciar fake news, é importante. O problema nem é a notícia falsa, mas o “noticiador fake”, aquele que não possui responsabilidade e caráter, para lidar com a notícia.

 

Bloqueios 

Alguns moradores do Jardim Ipê e da zona norte da cidade, ligaram para este colunista, aparentemente divididos; uns expressam indignação e outros preocupação. Os indignados, reclamam pelo bloquei na localidade e questionam a razão da escolha, por parte da prefeitura. Os preocupados, temem que a doença se espalhe para valer, e acreditam que as pessoas infectadas deveriam se mudar para um hospital, ou centro de tratamento. 

Sem hospital de campanha
A ideia inicial era mesmo esta, de “internar” as pessoas com sintomas levem em hotéis, numa espécie de quarentena para avaliar a progressão do covid-19; quem melhorasse, voltaria para casa depois de 14 dias, quem piorasse, seria encaminhado para internação. O caso é que os hotéis não se habilitaram à chamada de edital e Foz, ficou sem um local para esse tipo de procedimento. 

Em casa
O que causa estranheza em muitas pessoas, é o fato de um parente próximo, mulher ou filho testarem positivo, e, ao serem atendidos, são mandados de volta para casa e as demais pessoas não residência não são testadas. Alguém relatou ao corvo, que os profissionais da vigilância epidemiológica dizem: “se apresentar os sintomas, nós testaremos”. E isso, que Foz é uma das cidades que mais testa. 

Muito estranho
O quinto óbito por covid-19 foi divulgado apenas quatro dias após. O homem de 52 anos, internado desde o dia 29 de março, teria vencido o coronavírus, mas permaneceu no hospital em razão de outras complicações. Morreu no dia 17 de junho. Que situação hein? Então, em realidade, ele não se curou. É uma fatalidade, mas, complicado de explicar.

50 mil
No início da pandemia, quando foi considerada resfriadinho, ou gripezinha, imaginam que o Brasil não superaria 20 mil óbitos, o que já era um exagero na cabeça de muita gente. Neste final de semana chegamos a 50 mil vítimas e, do jeito que a coisa vai, há quem garanta que bateremos os Estados Unidos hoje com mais de 121 mil mortos. Diante disso, se acalora o debate sobre ações genocidas, por parte de quem desprezou a doença, no momento em que as medidas deveriam endurecer.       

Vai passar
Cidades que suplantaram o pico, como Manaus, começam a ganhar ares de normalidade. Não há mais enterros em valas coletivas e nem caminhões frigoríficos ao lado dos hospitais. Mas tudo isso, apesar do alívio, custou caro para muitas famílias. 

O futuro
Acusar a irresponsabilidade ou negligência por parte de governantes, não está errado. Isso pode servir de exemplo e alerta, porque o covid-19 não será a última epidemia enfrentada pela humanidade. Outras certamente eclodirão e não é possível que nações sejam pegas de surpresa, como é o caso dos países considerados desenvolvidos, e até mesmo o Brasil, que sempre manteve tradição em combater endemias e epidemias. 

Trump & Bolsonaro
Essa dupla ainda vai dar o que falar. Concorrerão ao prêmio “piás pançudos 2020”, com essa mania de causar aglomerações, desrespeitando as regras de isolamento. Trump está em campanha e reúne simpatizantes, muitos sem máscaras, igual ao que acontece no Brasil, nas manifestações de apoio ao presidente. Será que essas pessoas acreditam mesmo que a melhor maneira de vencer o vírus é contraí-lo, para criar imunidade? Porque isso, ao que consta é uma loteria.  

Isolamento
Não vamos longe, em Foz do Iguaçu parece ser uma tarefa difícil manter casos positivos em isolamento. Há quem pule o muro e fuja e achando graça. Relataram um caso assim para o Corvo. 

E pensar...
...que em nosso país, a população deveria estar concentrada em combater o coronavírus, no entanto, perde o foco em meio a discussões políticas e a insistência dos perturbados da cabeça, em espalhar notícias falsas. Alguém enviou nota para o Corvo perguntando que nome dar a quem espalha fakenews? O correto, é chamar de “criminoso”, porque notícia falsa, mentiras espalhadas contra instituições e pessoas, é crime. Isso não é brincadeira e nem perseguição, é coisa séria. 

Inquérito
O combate às fakenews preocupa muita gente grande, que faz disso usual quando resolve atacar adversários. Blogueiros e influenciadores digitais, que se submetem a isso, se tornaram alvo de investigações em todo o país. Pode ser que o endurecimento ajude a moralizar o ambiente da informação eletrônica, avacalhada por baderneiros da informação, que se escondem na “liberdade de expressão”.  

Weintraub
O título do filme “A louca escapada” cai igual a uma luva, na peripécia do ex-ministro da educação, que se pirulitou às pressas para o E.U.A. Que doideira é essa? O que será, ele pensou que poderia acontecer, ficando no Brasil? Será que existe algo que não sabemos? Ou está convicto de ter cometido algum crime?

Mão aos céus
Os simpatizantes das ações sem cabimento de AbrahanWeintraub respiram aliviados. Nas redes sociais, há quem expresse um “graças a Deus ele está nos Estados Unidos”, pensa? Ilusão acreditarem que lá está seguro, em caso de se complicar com a Justiça; os Estados Unidos enviarão o rapaz de volta rapidinho. Trump pode ser parceiro de Bolsonaro, mas é o tipo de traição que ele adora aprontar. 

Em Atibaia
A cidade é muito bonita, com resorts, teleféricos, serras, verde exuberante, mas a propaganda não tem sido das melhores de uns tempos para cá. Primeiro por causa do sítio que seria do Lula, e, agora, em razão do confinamento do Flávio Queiroz. Que barbaridade.

Flávio Bolsonaro
Apesar da pressão, as diligências da PF concluíram que ele o patrimônio do filho do presidente, era compatível com a renda. A informação derruba as suspeitas, até porque isso foi divulgado pela Folha de São Paulo. Mas isso não desfaz as suspeitas sobre as “rachadinhas”.

Armistício
Jair Bolsonaro deve ter caído “na real” e por isso organizou frentes de conversas com ministros do supremo e governadores. A governabilidade é importante e encrencas, em tempo de pandemia, não são o melhor caminho para o governo. Contaram para o Corvo que os articuladores foram falar com ministros com certa desconfiança, porque o presidente sempre acaba roendo a corda. Entendam essa roedura como linguagem coloquial, por favor. 

Encrenca com cartunistas
Bolsonaro não deveria esquentar tanto a cabeça com o resultado do trabalho dos cartunistas, afinal, eles atual na mesma linha de seus ideólogos, em nome da “liberdade de expressão”. Lula e Temer foram os presidentes mais desenhados em todos os tempos, e, levavam as críticas para casa, sem problemas.  

Tri
No meio dessa baita secura, que é o isolamento, enfim lembranças boas, como a conquista do Tricampeonato da Seleção Brasileira, em 1970, no México. O Corvo ainda era filhotinho, mas vive revendo jogos e gols, no Youtube. Mais do que o título, bonita era ver aquele time jogar, não por acaso que se levou o título de “melhor equipe a pisar nos gramados” em toda a história do futebol. O mestre Armando Nogueira escreveu: “foi a sublimação do futebol”.

 

Sonho meu

Olá! Bom dia, leitor!
- Hoje, sexta-feira, dia 19 de junho de 2020, é celebrado o ‘Dia do Cinema Brasileiro’;
- Também hoje se comemora o ‘Dia do Migrante’.

As pessoas ainda se iludem com as intenções do presidente. Para quem já se esqueceu: na campanha, o então candidato Jair Bolsonaro prometeu acabar com a reeleição (e agora só pensa nisto), prometeu combate firme à corrupção - e sinalizou isto de forma contundente ao convidar Sergio Moro para ser o seu ministro da Justiça e Segurança Pública – mas, uma vez no poder, em menos de um ano, botou de lado esse combate e passou a desprezar quase que de forma sistemática seu ministro, o que - claro! - redundou em sua demissão.

Sonho meu (2)
E para que essas ilusões com o presidente não sejam desmentidas em vão: o presidente prometeu que seus ministérios não seriam ocupados por indicações políticas, mas por critérios técnicos. E a cereja do bolo foi o detalhe que agora virou pó e se desintegrou no ar: aquele segundo o qual o presidente eleito jamais negociaria cargos com o ‘Centrão’. Bobagem. O presidente não só negociou um toma-lá-dá-cá com os líderes do grupo, como criou um ministério sem qualquer critério técnico, de Comunicações, e o entregou ao deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), genro de Sílvio Santos.

Sonho meu (3)
E para quem já se esqueceu: no calor do momento da vitória o então candidato vencedor, Bolsonaro, disse que seu ministério não teria mais que 15 pastas. Fez papel de bobo quem acreditou. O ministério foi formado por 22 pastas e agora já tem 23. E vem aí o 24º. ministério, o da Segurança Pública. Mas há quem diga que a conta não vai parar por aí. ‘É o impeachment, estúpido!’

Veja bem
Tem jornalista conhecidíssimo, que tem blog na internet, programa de rádio estrelado e muito trânsito nos ambientes do governo que jura de pés juntos que o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), agora ministro de Comunicações, é uma escolha pessoal do presidente e não tem nada a ver com o ‘Centrão’.
Conte outra, doutor.

Veja bem (2)
Porque se Fábio Trad não tem nada a ver com o ‘Centrão’, então Jair Bolsonaro não levou uma facada. É tudo rumor da imprensa...
Tem mais: quem diz que o novo ministro das Comunicações de Bolsonaro é fruto de escolha pessoal do presidente também explica que o Governo estava à procura de um articulador que fizesse as pontes com o Congresso Nacional que visam a aprovação dos projetos encaminhados pelo Executivo.

Veja bem (3)
Vamos torcer por Fábio Faria, não é? E vamos torcer por suas pontes com os deputados federais para a aprovação dos projetos do governo.
Vamos torcer mais ainda para que as almas que habitam o Palácio do Planalto consigam dar um jeito no tal do ‘gabinete do ódio’, tá certo ministro?

Solstício
Hoje é o último dia do outono/2020. Amanhã começa o inverno. Bom final de semana, leitor!

Contato: [email protected]
WhatsApp: [45] 9.9950-3808

Hoje é diferente

Antigamente era normal dizerem que fulano tinha “costas quentes”, e nem pensar prender um amigo ou pessoa muito ligada a uma autoridade. Ser amigo de um prefeito, governador, deputado era salvo-conduto garantido. Isso acabou, já era, é de fato coisa do passado. A tese se reforça pela prisão do Fabrício Queiroz, homem muito ligado ao clã Bolsonaro.

Dominó
As investigações se aprofundaram, o esquema das “rachadinhas” foi esmiuçado, estaria repleto de depoimentos e até delações e será algo bem complicado para o senador Flávio Bolsonaro explicar e mesmo, se defender. O fato é que no dominó enfileirado, a primeira peça tombou. Vamos ver como a verdade se manifesta. 

Ministros
Tomara os ministros da Suprema Corte façam valer o que pensam sobre fakenews e liberdade de expressão. Quem trabalha seriamente com a notícia, sabe o quanto dói essa distorção entre a liberdade e libertinagem. Está na hora de moralizarem o segmento da informação e o que é tratado assim nas redes sociais e internet. 

Generalização
O Corvo quer deixar claro, que há muita gente, mas muita gente mesmo, fazendo um trabalho sério e importante na internet e redes sociais, mas infelizmente, tudo vai para a vala comum do descrédito, quando outros desvirtuam, mentem, contestam o que está certo, com a intenção de fazer a mentira, se transformar em verdade. Mas a campanha de saneamento parece funcionar, porque a cada dia mais pessoas dizem “não ao fuxico e notícias falsas”. Isso é possível ser medido pela quantidade de denúncias. 

Discurso
O Corvo ouviu de cabo a rabo a fala do novo ministro da Comunicação, Fábio Faria. Francamente, nem parece que ele pertence ao governo de Jair Bolsonaro, porque tudo o que disse, vai na contramão das práxis de seus, agora, colegas. Pode ser, Fábio será o homem que promoverá os primeiros movimentos de mudança no governo, o que seria por demais salutar para o presidente Bolsonaro. Ele falou em “pacificação” nas relações institucionais, tudo o que o país precisa no momento. 

Fortalecimento
Em suas palavras, Fábio falou em importância das empresas que atuam na área da Comunicação, elementos “verticais” da democracia, como é o caso dos canais fechados e abertos de Tv, emissoras de rádio e jornais, cada um cumprindo o papel dentro do seu quadrado. Colocou em evidência a necessidade de inclusão digital dos brasileiros, a começar pelos estudantes. Diga-se, ele é um político preparado, filho do ex-governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria e a esta altura, deve ter aprendido boas lições com o sogro Senhor Abravanel. 

Ex-pegador
Fábio, hoje, é um homem dedicado à família e à carreira política. É casado com a apresentadora Patrícia, segunda filha do casamento entre Silvio Santos e Íris Abravanel. Eles têm três filhos. Em tempos nem tão distantes, porque Fábio tem apenas 42 anos, foi considerado o Dom Juan potiguar, com uma lista considerável de famosas nos relacionamentos, como a atriz Priscila Fantin, Adriane Galisteu e Sabrina Sato. Apareceu muito nas revistas dedicadas às celebridades. A verdade é que o setor de comunicação está muito animado com o novo ministro e a reconstrução do ministério. 

Rádios piratas
Contaram, para o Corvo, que faz parte dos planos de Fábio Faria, o extermínio do que chamam de rádios piratas. Ele quer, em verdade, uma moralização na área da radiodifusão e na classificação da mídia formal; é com base nisso, que o governo fará a classificação da chamada “mídia técnica”. Segundo este colunista soube, técnicos do recém implantado ministério já possuiriam uma lista de emissoras em desacordo com as leis brasileiras e o nome Foz do Iguaçu, aparece com certo destaque, ou pelo menos, no topo das cidades de fronteira, onde há influência e cessão de frequências em países vizinhos. 

Ajuste
O Brasil, por sua vez, já estaria tratando com Paraguai, Argentina e Bolívia, uma dinamização no dial, e, isso começa por conversas diplomáticas, com base na isonomia cultural das nações, e todas possuem uma cláusula constitucional que regula a concessão para a instalação de transmissores. O fato deve tirar o sono de muitos negócios radiofônicos em toda a faixa de fronteira. Associações de emissoras formais, teriam fornecido aos técnicos do governo, uma lista de CNPJ’s, de empresas atuando na radiodifusão, sem a devida concessão.  

Weintraub
Até o fechamento desta coluna (fecha cedo), o ministro da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, ainda estava no cargo. Segundo informaram a este colunista, o presidente não assinou a exoneração, para não roubar a posse do ministro da Comunicação, o que foi uma decisão acertada.  

Novo protocolo
Depois de vários e vários meses em obras, o setor de Protocolos da Prefeitura Municipal de Foz, passou a funcionar no endereço original, ou seja, ao lado do Palácio Cataratas. Mas quem diria, entregaram o espaço bem no meio de uma pandemia, depois que as pessoas aprenderam a fazer as coisas por meio de computadores. 

Pós-pandemia
É provável que o computador seja convertido em braços e pernas do cidadão e até mesmo de quem estiver administrando a cidade. Já existe acesso para praticamente tudo. Esse processo de informatização é a saída para muitas situações, até mesmo para consultas médicas. Não é atoa que o novo ministro colocou o tema em evidência, no seu discurso. Pensa na economia 

Tristezas e alegrias
Corvo, quanto tempo faz, não damos uma boa gargalhada, sobre um assunto qualquer, como o futebol, por exemplo, porque a gloria do time do coração é motivo para nos sentirmos em paz com a vida! Agora é só tristeza e nem mesmo assistindo as reprises, isso nos anima. A Globo está passando a Copa de 70 e meus filhos não estão entendendo nada. Não sabem nem que é o Pelé. Será que vamos superar essa Corvo?
Adelar Antônio G. Fogaça

O Corvo responde: vamos superar sim, isso vai passar e voltaremos a gargalhar, sorrir, sentindo o gosto que há pelas coisas boas da vida. E não é só futebol que proporciona prazeres, uma boa conversa pelo telefone, um livro, um filme, tudo ajuda. Mas o mais importante é manter a fé e o otimismo. Agora, ensine para os seus filhos quem foi Pelé, aquela geração sublime do futebol, mostre os vídeos, certas cosias são inesquecíveis e merecem ser lembradas. Sempre é bom manter a boa memória em evidência.    

Endurecimento
Os números dos covid-19 não baixam nem por reza, em Foz do Iguaçu. Contaram para o Corvo que não se fala em outra coisa nos gabinetes da prefeitura e que, o lockdown sempre é o primeiro da lista, antes de decidirem por outras medidas. Vão adiando o fechamento, porque será uma decisão dolorosa para toda a cidade. Acontece que não descartam essa possibilidade. É bom o povo ir se acostumando com a ideia. 

15 dias
Fechar a cidade toda, por 15 dias, seria uma maneira de localizar os casos de contaminação e depois partir para uma flexibilização definitiva. Foi o que um médico disso, ontem, ao Corvo. Mas será que a cidade encara mais uma parada dessas? 

Paciência
Avisar sobre um virtual bloqueio, com data marcada para voltar ao normal, é algo que estaria testado por meio de uma consulta com alguns empresários. Há quem concorde, mas também já andaram desligando o telefone, antes do início da conversa. Será difícil convencer a ala empresarial, bares e restaurantes. 

Pergunta fatal
Manter a flexibilização, aumentar os cuidados, distanciamento e a fiscalização, seria suficiente para conter a pandemia em Foz do Iguaçu? Todo mundo quer saber, mas os números dizem que não. A prefeitura não possui aparato suficiente para fiscalizar, porque há até tabacaria funcionando, no centro da cidade; as famílias de pessoas infectadas não estão sendo testas; parte da população não liga para as regras, sem usar máscaras, inclusive. 

Para dar certo
A evolução nas taxas de contaminação, só serão contidas apenas com medidas muito duras. O Corvo faz questão de repetir, que isso é a opinião de médicos, infectologistas, e órgãos que acompanham os acontecimentos. Tudo se faz, para evitar o colapso na área de Saúde. Mas um “lockdown”, nesta fase, é dureza no capo político e poderá ser evitado a todo custo. Se a população se cuidasse, levaríamos a situação com um pé nas costas.

 

Sem críticas

Esta coluna é aberta a todos. Fomentar a opinião dos leitores acerca dos fatos cotidianos é um dos objetivos deste espaço, mesmo que ele ás vezes seja um tanto reduzido. Em tempos de pandemia e erupções políticas é natural que algumas pessoas questionem notas publicadas aqui e isso é muito bom. 

Naturalidade
A democracia é assim. Este humilde colunista destaca que tem sido incomum, mas também recebe mensagens anônimas, agressivas, raivosas, em razão de comentários próprios e de conteúdos que são enviados e assinados por terceiros. Ai que medo! Coisa feia policiarem o pensamento, acreditando que todos devem pensar do mesmo jeito. “Keep calm”.

Bolsonaro
Não há como só elogiar o que o atual governo faz, pelo contrário, a cada momento, em Brasília, há um acontecimento polêmico, estranho, e os leitores, contextualizam. Fanáticos e apoiadores precisam se conter; no lugar de ofensas, podem escrever, dissertar, expor o contraditório. Não há pecado em analisar o comportamento de um presidente, porque isso não é julgamento. Presidentes, governadores, prefeitos, enfim, os políticos se sujeitam à cargos executivos, sabendo que se vencerem as eleições, se converterão em agentes públicos. Quem ainda não sabe, está na hora de aprender. Sentou lá amigo, na cadeira de gerente, precisa se esforçar para acertar, porque se errar, vai mexer com a população, com o contribuinte, logo, a crítica acontecerá. 

Fórmula do sucesso
No Brasil o sucesso de uns é motivo de ofensas para outros. Mas quando isso acontece no meio político, o envolvimento é bem maior, é coletivo. Errou, dançou, acertou ganha aplausos, até dos adversários. É tudo muito simples e com respeito, é bem melhor.   

Cartilha
Circula nas redes sociais uma cartilha do 4º ano, elaborada nas escolas municipais de Foz, onde o prefeito Chico Brasileiro é parte das lições dissertativas. Aparece um texto sobre ele, copiado do Wikipedia, explicando o que é uma “biografia” ou “autobiografia”; na sequência, há um questionário para os alunos exercitarem, preenchendo os campos em branco. Eles devem matutar ao que aprenderam sobre o chefe do executivo municipal. Claro, isso rendeu o maior “climão” entre opositores e apoiadores. 

Biografia
Muito provavelmente alguém elaborou o exercício acreditando que faria algo bom, e, deixaria o chefe feliz. Poderiam ter usado uma figura histórica, um Santos Dumont, ou outro personagem, desta forma a lição teria dupla finalidade. Desperdiçaram a oportunidade e isso pode acabar sobrando para o prefeito, porque em tempos eleitorais, acontece de tudo. 

Defesa
As pessoas que apoiam a iniciativa, ou tentam livrá-la da guilhotina jurídica, dizem que é normal trabalharem as biografias dos “nossos prefeitos” e que isso está em acordo e resguardado no BNCC – Base Nacional Comum Curricular, e no objetivo de aprendizado EF04GE03, que visa distinguir funções no poder público, Câmara, Prefeitura, etc. 

Lembrança do Corvo
O Corvo lembra de cartilhas assim, muito comuns nas aulas de OSPB – Organização Social Política Brasileira, quando os alunos sabiam mais sobre os presidentes, sobretudo nos governos militares. Mas Fidel Castro, Mao Tsé-Tung, Stalin, Alfredo Stroessner, esses carinhas também apareciam nas cartilhas, poemas, odes aos líderes, e em outras desnecessidades. Taí mais uma pro Chico se preparar ao enfrentar os debates.

Falar em Chico...
Nosso prefeito assinou a Portaria 70.211 de 15 de junho (2020), que altera as Portarias nos 63.276, de 31 de julho de 2017; 65.339 e 65.340, ambas de 18 de junho de 2018, que tratam de nomeação para cargo de provimento em comissão ASS-1. Passa a vigorar a seguinte redação: onde se lê: “[...] com gratificação por representação de gabinete, no percentual de 60% (sessenta por cento) [...]”; Leia-se: “[...] com gratificação por representação de gabinete no percentual do limite máximo, conforme disposto no art. 8º da Lei Complementar número 97/2005, alterada pela Lei Complementar número 202/2013 [...]” (NR). 


Em épocas de pandemia...
... a população sente um vazio monetário; falta um pouco de tudo e as contas se acumulam. No país, até os ricos estão sentindo o aperto, porque há compromissos com empregados, serviços e tudo o mais que ouvimos falar e assistimos, sem contar que as ajudas, financiamentos, estão emperrando na burocracia. Logo, o funcionalismo não sofreu limitações; no Legislativo, Executivo e Judiciário os salários estão sendo pagos em dia, e, num momento assim, falam em permitir o aumento de verbas de representação? Pelo mínimo que isso represente, por pegar bem para os servidores, mas para a população, aí são outros quinhentos. 

Congelamento
Se este Corvo não se engana, proclamaram uma Lei federal no final de maio, congelando tudo; o país se converteu num freezer quando o assunto é aumento ao funcionalismo, por causa da pandemia e pior agora, às portas de uma eleição. Pode haver substituições, exonerações, nomeações, mas sem a incidência nos valores. No caso, Chico está aumentando o percentual de gratificações de servidores já nomeados e isso pode? 

69,6%
Foi a nota que a prefeitura recebeu no ranking de transparência no combate ao coronavírus. Saiu inclusive com destaque na capa do GDia desta quarta-feira. O resultado é considerado “bom”. O Corvo acessou o tal ranking e constatou que o Paraná aparece em 4º Lugar, entre os Estados considerados “ótimos”. Se o estado é “ótimo” em transparência, como o município de Foz é apenas “bom”? Nos tempos de piá, se o Corvo aparecia com uma nota abaixo de 7 no boletim, o corvão pai puxava a orelha. 

Entrega de mercadorias
A notícia animou quem faz compras no Paraguai. O cidadão compra na internet e o motoqueiro faz a entrega? Pode não ser simples assim. O entregador deixará a mercadoria na zona primária e depois ela seguirá até o destinatário, possivelmente por um entregador do lado brasileiro. Aqui entre nós, isso já é um avanço. Mas, isso depende do olhar perseverante e rigoroso do presidente Marito Abdo, pois é ele que dirá sim, ou não. Sempre há um “mas”, se o assunto é abrir as porteiras para o Brasil, como o covi-19 comendo solto. 

142%
Junho tem sido terrível em matéria de disseminação do coronavírus em Foz do Iguaçu e olha estamos um pouco além da metade do mês. Até ontem, em apenas 17 dias, quase 50% dos iguaçuenses pegaram o bichinho medonho e com taxas diárias elevadíssimas para uma cidade que vinha apresentando 3, 4, no máximo 5 positivos ao dia. Difícil passar até uma mosca pela Ponte da Amizade, e, condições assim. 

E eu? 
Corvo, peço o anonimato para não prejudicar as pessoas, mais do que já estão prejudicadas com o covid-19. Mas o fato é que meu marido testou positivo e pediram para ele voltar para casa, onde ficará em observação. Ficamos muito chocados, porque foi necessária uma lista de providências, como levar a minha mãe para morar em outro lugar. Mas eu perguntei: e não fazer um teste em mim, nos meus filhos, na minha mãe? E disseram: não, se vocês apresentarem os sintomas nós faremos. Puxa vida! Se a doença é tão contagiosa, porque não testam logo, assim ficamos mais tranquilos? É o fim! Veja isso Corvo. 
L.P.N (A leitora pediu para não ter o nome revelado)

O Corvo responde: o que acontece é que o Brasil testa muito pouco e taí o resultado, faltam leitos e espaço para túmulos, algo difícil de conviver. O Corvo pesquisou e em outros países, testam todos na família e prováveis contatos, daí dominam o perímetro. Em nosso país, o que há é uma grande esculhambação, sem controle algum. Ficam aí com barreiras sanitárias e outras medidas para inglês ver, literalmente. Só mesmo uma fiscalização intensiva e testagem, isso faz um cerco no covid-19.

Cerco aos desobedientes
Ontem a prefeitura expediu uma nota informando que as equipes de fiscalização constaram quatro pessoas diagnosticadas em descumprimento de isolamento. Podem escrever que o número é muito maior e é assim que a população vai se tornando vulnerável.  

Acompanhamento psicológico
A Câmara quer saber do acompanhamento aos GMs, mas é evidente que durante a pandemia, o mundo todo vai precisar de um psicólogo ou psiquiatra até retomar a vida. E os profissionais da área de saúde? Contaram para o Corvo que o índice de contaminação entre os servidores do setor é muito alto. 

Deu a louca...
... na polícia. O que assistimos de espancamentos e truculência policial de uns dias para cá, é de apavorar. O que será está acontecendo com os nossos guardiões da ordem e da paz? O cassetete está comendo solto no lombo de uma porção de inocentes. Se a cada ato agressivo, prefeituras e governos afastarem os envolvidos, logo não haverá tropa para garantir a segurança. 

Medo
Prezado Corvo, pedi para a minha filha escrever esta cartinha. Mas o fato é que tenho muito medo de tudo o que está acontecendo, porque as pessoas perdem os empregos e falta comida em muitos lares. Já sei de famílias que estão vivendo da ajuda de vizinhos. Começou com um, depois com outro e na minha rua já temos cinco casas assim, enfrentando privações. A ajuda do governo não é suficiente e vejo as pessoas saindo atrás de oportunidades, se expondo, meio desistindo de se cuidar. E quando a gente liga a televisão, sói vem aglomeração, desobediência e encrenca política. Tá difícil Corvo, Desculpe o meu desabafo. 
Lucimara G. Antunes

O Corvo responde: prezada, é assim mesmo, as pessoas temem o pior. Selecionamos a sua nota entre várias com o mesmo teor. Não desista des se cuidar, se proteja e oriente a família a manter as regras, usando máscaras, lavando as mãos e praticando o distanciamento. Isso já ajuda bastante. 
 

Atos “badernáticos” 

Quem ajudou a avacalhar a dona Democracia recebeu visita da Polícia Federal na manhã de ontem, por meio de um pedido de busca e apreensão em residências de blogueiros, ativistas, políticos e simpatizantes desses movimentos imbecis, de xingar ministros e congressistas em troco de nada. Sim, porque muita gente nem forma opinião sobre o que está fazendo, vai na onda e se dá mal. 

Livre expressão
E o interessante, é que alguns se julgam injustiçados, porque apenas expressaram a opinião e isso é um “direito constitucional”. Caluniar, difamar e injuriar são crimes contra a honra e não podem ser confundidos com liberdade de expressão; são manifestações além dos limites, algo que ultrapassa a linha da responsabilidade e do decoro, das regras que permeiam o convívio social. 

Pela bola 8
Dizem que é a situação do ministro da Educação AbrahanWeintraub deixou de ser confortável com o presidente Jair Bolsonaro. Depois de se expor em manifestação do domingo, as relações ficaram um tanto estremecidas, tanto que Bolsonaro tem reclamado aos quatro cantos. Pode ser, o Brasil enfrente outra troca no ministério. Seria desgastante, mas aliviaria um pouco a pressão contra o governo. Bolsonaro precisa mandar um recado mais firme, de que não aprecia manifestações fora do controle, ou que excedam a linha do bom senso. Em Brasília há um zum-zum que a cabeça de Weintraub pode rolar a qualquer momento. 

Contradição
Os fanáticos pode fazer qualquer coisa em nome da “liberdade de expressão”, mas quando o contraditório se manifesta, não aceitam. É o que está acontecendo com o cartunista Aroeira. Por causa da publicação de uma charge, o Ministro da Justiça, André Luiz Mendonça, ameaçou instaurar inquérito contra o artista gráfico.

Renato Aroeira
Artistas, escritores, jornalistas, cientistas e professores, repudiaram frontalmente a declaração de Mendonça, que viu ameaças à "segurança nacional" em razão de uma charge em que Aroeira ironiza as falas do Presidente da República incitando seus seguidores a invadirem e filmarem hospitais. 

Que medão
O ministro disse que o desenho de humor “leva perigo à integridade do Estado, coisa que para o segmento que apoia Aroeira não passa de um “delírio fanático que alimenta as fantasias totalitárias dos criminosos que promovem ataques crescentes contra a democracia no Brasil”. E é esse senhor que o presidente espera ver na Corte Suprema. 

Mistureba
O que Bolsonaro precisa fazer, é dar uma demonstração mais firme em favor da democracia e seus valores e deixar de lado a ambiguidade, porque ela não ajuda, pelo contrário, aumenta a dúvida e o medo em quem vê ameaças contra o sistema. A paz e a normalidade dos atos, sem distúrbios e ameaças, seria um caminho mais firme para os brasileiros lidarem com a linha de frente dos problemas, que não são poucos, com a pandemia.  

Retomada
A vida parece florescer no setor de Turismo e mesmo que o movimento seja tímido, mexe com o ânimo de toda a cidade; é aquele afago no ego que Foz precisava para encarar o que vem pela frente. No mais, será possível dar uma demonstração de maturidade, ao saber flexibilizar, ao mesmo tempo lutando contra o covid-19.

Jamais
O Corvo deu uma apalpada nos ânimos em Assunção e está muito difícil o presidente Marito Abdo aceitar qualquer medida de flexibilização com relação a abertura da Ponte da Amizade. Ele teria expressado a preocupação com as fronteiras secas com o Brasil e pode enviar reforço de fiscalização para a extensão que há no Mato Grosso do Sul.    

Tormento
O que mais balançou a cabeça dos empresários que tentaram falar com o presidente paraguaio de segunda-feira para cá, é que o processo de abertura de fronteiras, segundo confidenciou um ministro, pode levar até um ano. É fato: qualquer medida está calçada nos números do covid-19 no Brasil. O Corvo detesta dar notícias ruins, mas é isso que acontece. Abrir a fronteira com os vizinhos será uma tarefa muito complicada e cheia de pontas.

Em Foz
Na linha de “detestar notícias ruins”, se engana aquele que acredita que estamos longe de uma retomada nas restrições, do tipo “lockdown”. Uma parcela considerável da ala técnica, na Saúde, acredita que só assim Foz conteria o aumento no índice de contaminações. Existe uma conversa de bastidores, pedindo o fechamento da cidade em todos os setores, pelo menos em mais 15 dias, o que seria suficiente para dominar a situação e fazer uma testagem mais abrangente. A resistência acontece na ala política, depois de tantos acordos de flexibilização. Se houver um lockdown, Chico pode procurar uma carpintaria e mandar fazer a cruz. 

Dramático
Assim foi o relato do filho do paciente que veio a óbito em razão do covid-19, em Foz, no domingo. Se bem que é difícil considerá-lo um “paciente”, porque ao deu para entender, foi atendido à distância. Agora vem a pergunta: se tratava de alguém com doenças pre-existentes, com 60 anos, e, ao testarem positivo, não deveriam levá-lo para uma setor intensivo? É isso que dá medo, de falar atendimento ou empacar na falta de organização e acabar morrendo em casa. Triste isso, muito triste.   

Donos de bares e restaurantes
O Corvo é um frequentador de muitos estabelecimentos e talvez, por isso, os proprietários se sentem à vontade telefonando, aflitos, para saber se a prefeitura mandará fechar tudo de novo. Essa dúvida aumentou com o decreto para os novos horários. É difícil saber e prever, mas se o número de testagem positiva continuar alto, é provável que haja endurecimento. Pode ser, façam mais uma redução, a exemplo de outras cidades, onde o comércio abre tipo 10 horas da manhã e fecha 16:00, evitando o rush. Nesses casos as empresas continuam a trabalhar o delivery o tempo todo. Ainda há muitas alternativas até uma medida mais extrema, do tipo “lockdown”.

23h00
Um leitor enviou uma cartinha ao Corvo e acertou. A maioria dos estabelecimentos na área de serviços e gastronomia colocam as cadeiras em cima das mesas lá pelas 23 horas, o que não muda muito a situação. Neste caso, a regra vale para botecos nos confins, ou em bairros que atravessam a noite na baderna, com música alta, gritaria e bebuns se abraçando e beijando; é como brota o amor depois de uma dúzia de cerveja. É fácil identificar o povo nas alturas, é quando um olha para o outro e diz: “eu te amo cara!”. Afago de borracho é bem assim mesmo. 

Política
Os leitores cobram o Corvo na publicação de notas políticas. É preciso calma, porque o terreno está em movimento e com a pandemia, muita gente, prefere ficar na sombra. Mas este colunista estabeleceu uma linha de estratégias para analisar o setor e numa rápida pesquisa, descobriu que poderá haver novidades nos processos da Operação Nipoti; eles estão “estacionados” e se tem vereador dizendo que foi inocentado, isso não é verdade. Pior, o assunto pode enveredar para o lado eleitoral. Pensa uma bagaça dessas em ano político?

Bocão
Há dois ditados que devem ser levados a sério no ambiente da fauna. Um é “minhoca esperta não atravessa galinheiro” e o outro é bem mais antigo: “bicho de boca grande não vai à festa no céu”. É que certas pessoas andam falando demais sobre os processos, quando o correto seria deixá-los quietinhos, onde estão. Já que estamos nos ditados, “cutucar a vara” com a onça curta não é uma boa. 

No horizonte
Um sintoma de que há preocupação com o caso Nipoti, é a informação que uma cliente deixou o escritório de advogados em Curitiba. O Corvo se interessou pelo assunto e não gostou muito do resultado da pesquisa. “Ingratidão” e “deslealdade” não são predicados adequados para se esboçar, a quem trabalhou e teve êxito em defender e conseguir reintegração. Gente do bem não gosta de trairagem.    

Seo Paulo
Esses dias o Corvo publicou uma notinha resvalando no Mac Donald e claro, isso atiçou a atenção de muita gente. O fato é que o homem vem babando e está sendo incentivado por muitas alas, de estudantes à professores, de empregados à empresários, de auxiliares à médicos e assim vai... pode haver novidades nos próximos dias.

Frontal
Caso Paulo entre em combate, será virtualmente a pedra no caminho da reeleição do Chico, ainda mais sem a possibilidade de divisão de voto, uma vez que não teremos o Phelipe na disputa, o que é uma pena. Será um momento interessante para acompanhar.  

Tributos
Alguém estaria organizando mais um tributo em memória ao Phelipe Mansur. Será que não seria o caso, deixá-lo em paz, de preferência sem o envolvimento político? Phelipe será lembrado eternamente pelos amigos, porque muita gente gostava dele, como é o caso deste colunista, mas esses movimentos hipócritas não ajudam em nada. Em vida, Phelipe enfrentava muita dificuldade em lidar com algumas pessoas, algumas delas estão articulando essas odes memoriais. Calma gente. Muita calma nessa hora.