Golpes virtuais cresceram em cerca de 45% neste ano em Foz do Iguaçu


- Por: Redação 1

Golpes virtuais cresceram em cerca  de 45% neste ano em Foz do Iguaçu
É preciso muita atenção ao comprar pela internet e ao acessar aplicativos no celular, esses dois mecanismos são os mais usados pelos golpistas

O número de golpes cresceu consideravelmente nos últimos meses em Foz do Iguaçu. Segundo os registros da Polícia Civil, entre janeiro e maio de 2019 foram registrados 58 casos de estelionato na cidade, realizados por telefone, celular e internet. No mesmo período desse ano foram 107 ocorrências, o que representa um salto de 45%.

O período de isolamento social fez aumentar a movimentação em aplicativos para smartphones e sites de compra e vendas. Com isso, criminosos especializados no roubo de dados estão aproveitando a oportunidade para cometer as mais diversas fraudes. 
Por ser uma ferramenta versátil e de fácil manuseio, o WhatsApp se tornou um dos meios mais usados pelos golpistas. Através de links, correntes de ajuda e outros mecanismos, os criminosos clonam números de telefones e usam a agenda das vítimas para pedir empréstimos de dinheiro ou depósitos a familiares e amigos. 

"É preciso ficar atento. O WhatsApp não entra em contato com os usuários pedindo para eles acessarem links referente a atualizações, por exemplo. A própria pessoa é quem precisa procurar o site do aplicativo para fazer isso. Qualquer prejuízo que a pessoa tenha deve ser informado à polícia", orienta a delegada da 6ª SDP, Araci Carmem Costa Vargas. 

Outra fraude que fez diversas vítimas em Foz é o "golpe do motoboy". Nesse crime os bandidos entram em contato com as vítimas através de ligações telefônicas. Com boa lábia, eles se passam por funcionários de agências bancárias para comunicar "transações suspeitas" no cartão de crédito do "cliente". 

Depois de convencer a vítima sobre a situação, os estelionatários pedem que ela corte o cartão ao meio, no sentido do comprimento, para inutilizar a tarja. Na sequência eles informar à vítima que um motoboy da empresa será enviado para recolher o cartão. Sem desconfiar, a pessoa faz a entrega. Em posse do cartão, os bandidos usam o chip, que permanece intacto, para fazer compras em diversos meios. 
"O banco não comunica os clientes sobre golpes, é a vítima que tem que perceber e buscar auxílio. Outro ponto a ser observado é que o cartão, enquanto objeto, não tem nenhuma utilidade para o banco, então não tem porque recolher. Mesmo assim, se a pessoa achar que deve entregá-lo, deve se lembrar de inutilizar o chip, que é onde estão contidas todas as informações", explicou a delegada. 

Sites falsos também são alvo de atenção. No mês passado um esquema conhecido como "golpe da entrega errada" foi descoberto pela polícia após a apuração de boletins de ocorrência registrados por diversas vítimas na delegacia.  O crime segue um script bastante conhecido por especialistas, no qual os fraudadores realizam compras de itens de valor pela internet utilizando dados cadastrais de clientes "legítimos" e pagam com cartões de crédito clonados.

O grande detalhe deste esquema é o endereço de entrega. Segundo a polícia, neste tipo de fraude o produto comprado pelos golpistas chega a ser entregue na casa da própria vítima, que teve os dados pessoais roubados.  Posteriormente o estelionatário entra em contato com a pessoa, afirma que houve um engano na entrega, e passa para retirar o produto. 

Da redação

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