Olha a Covid-19!


- Por: Redação 1

Olha a Covid-19!

No dia que voltarem a realizar casamentos caipiras, nas quadrilhas juninas, alguém vai gritar: “olha o coronavírus!”; e os participantes exclamarão: “uhhhhh”. No final de semana, uma festa de casamento deu o que falar, com direito a várias especulações, até sobre o prefeito Chico fazer parte da lista de convidados. E pior, o André Guedes, uma das pessoas que mais aparece no combate à pandemia, seria o organizador. Isso é fake. 

Sem Chico
Segundo o Corvo apurou, e, todo mundo já sabe, o prefeito não estava no evento e tampouco o André, também conhecido como o “carrasco dos botecos”; ele não assinou a organização da festa. Foi maldade inventarem isso. O fato é que muita gente ficou com raiva do André, e, com tanta gasolina derramada, qualquer faísca põe fogo no parquinho. Chico e André foram parar no imbróglio em razão de existirem autorizações anteriores ao novo decreto. Diga-se, elas são expedidas pela Secretaria de Turismo.

Ajudou
Ao baixarem o decreto, sabendo que havia autorizações contemporâneas e que ocorreriam um ou dois dias após, André ocupou as redes sociais e recomendou cuidados, mas usou a palavra “discrição”, o que muita gente entendeu errado. Ele apenas quis dizer, que a propagação dos eventos poderia ser mal interpretada pela sociedade e foi o que aconteceu.

Não podia
Ontem o procurado Osli Machado disse que os eventos deveriam ser postergados, porque estão em desacordo com os decretos. O que deve haver é bom senso, porque o vírus não lê coisa alguma, contamina quem aparecer pela frente, ou dá moleza.     

150 pessoas
A celebração, ocorrida na área rural, teria reunido cerca de 150 pessoas ou até mais, na noite de domingo. A festa foi das mais silenciosas, porque quem mora nas proximidades nem se deu conta. O local é rotineiramente conhecido como grande difusor de “tuc...tuc...tuc...”, que inferniza a paz dos que residem em chácaras nas proximidades e até mesmo em bairros afastados. Mas no último domingo, dava para ouvir até o canto das corujas. O problema foi a aglomeração e a furada no decreto.  

Multa
O deputado estadual Soldado Fruet enviou ofício para a prefeitura pedindo explicações sobre o ocorrido, inclusive a respeito das virtuais autuações, uma vez que elas foram tão alardeadas. Se houve a multa, foi-se a graninha da Lua de Mel, arrecadada no corte da gravata do noivo e venda dos pedacinhos. 

Como é que faz para casar? 
Aqui entre nós formou-se uma situação complicada. Bom, casando ou não, os noivos sabiam que seria necessário respeitar o distanciamento, com ou sem o novo decreto. O fato é que casar, é uma bucha em tempos de pandemia. Vamos às contas: padre, ou pastor, ou rabino, mais noivo e noiva, dois casais de padrinhos de cada lado, os pais, avós e irmãos, isso já vira em aglomeração. Não dá para casar, só se for online, por rede social. É o tipo de evento que ajuda a mandar os velhinhos para a UTI. A solução é esperar um pouco e o mesmo serve para batizados, crismas e comunhões, lamentavelmente.    

Sem comércio
O Corvo deu uma volta pela cidade para tentar encontrar um determinado produto. As lojas especializadas estavam fechadas. Daí este passarinho raciocinou: “isso deve haver em supermercado”. E quem disse que daria para frequentar uma das lojas, em Foz? Os estacionamentos estavam apinhados desde as primeiras horas da manhã. No fim, com o comércio fechado, a população se aglomera nos mercados, pois alguns oferecem um pouco de tudo.

Espalha
O Corvo é cumpridor dos decretos e em muitos aspectos favorável ao lockdown, uma das poucas alternativas para tentar baixar a contaminação, mas será que o comércio aberto, não espalharia mais as pessoas? Pelo menos nos bairros? 

No Paraguai
As festas paraguaias receberam sim muitos iguaçuenses e eles voltaram para o Brasil livres, leves e soltos na madrugada, no final de semana. O Corvo conversou com dois frequentadores e eles afirmaram que não exigiram exames na ponte. Se é assim, que efeito terá, a exigência de exame aos paraguaios, que deixam um dim-dim do lado de cá? Difícil controlar. Semana passada o Corvo escreveu que a travessia poderia ser fechada. Segundo uma fonte, o governo paraguaio está seriamente pensando nisso. Só não fecha, porque os hospitais brasileiros são muito úteis. 
 
E agora? 
Corvo, mesmo com a chegada de respiradores, Foz está perto do colapso e não poderá receber doentes nas UTIs. Vamos imaginar o drama que será, porque os hospitais da cidade socorrem a população micro regional, internacional e até que chegar para ver os atrativos. Eu soube de uma turista que começou a tossir num hotel e levaram ela para um dos nossos hospitais e de lá, para o UPA no Morumbi. Onde é que vamos chegar hein Corvo? 
Marília G. Baptista

O Corvo responde: prezada, vivemos uma modalidade híbrida, porque os atrativos funcionam, sobretudo mantendo as regras de distanciamento. É uma obrigação da cidade socorrer seus visitantes. Isso sempre acontece, por causa de acidentes, AVCs, gripes, alergias, mordida de quati, e agora, na manifestação da Covid-19. O que vai acontecer, é que os visitantes terão que prolongar a estada, para cumprir a quarentena. Difícil alguém embarcar em avião, sabendo que possui o vírus.  

Impunidade ou imunidade?
Que nome arranjaram para uma PEC hein? E a que hora estão discutindo isso, a criação de instrumentos legais para impedir a prisão de deputados e senadores? O que será essa gente tem tanto medo? É exatamente esta a leitura que a população faz sobre a discussão. Não deveria haver “imunidade parlamentar”; ou a Lei serve a todos os brasileiros, sem que alguns estejam acima dela, ou não servirá para nada. O Brasil tem coisas muito mais sérias para pensar e discutir. 

Brigas e brigas
Pois é Corvo, que baita confusão foi se meter o presidente Bolsonaro, de novo, desta vez com os governadores. Será que ele não poderia dar um tempo, afinal de contas estamos de cabeça cheia de problemas. Eu por exemplo, não sei como vou pagar luz e água, ainda mais com tudo andando devagar.  
Jorge Antônio F. Marinho

O Corvo responde: prezado, na política não há paz, ainda em ano pré-eleitoral. A rusga do presidente é em razão do auxílio emergencial. Sobre pagamentos de água e luz, o Corvo vai se saber se haverá prorrogação ou não.  

Vermelho em reunião
A reunião das lideranças empresariais com o deputado foi pra lá de proveitosa. Vermelho fará um folow-up de tudo o que está em andamento. São tantas ações, que o gabinete precisa estar ligado permanentemente, até por meio de gráfico. Dar resposta é tudo.  

Enfim o Porto Seco!
Segundo reportagem de capa na edição de ontem, ele será transferido para as estruturas abandonadas na localidade conhecida como Arroio do Leão, no sentido para Santa Terezinha de Itaipu, às margens da BR 277. Quem passa pela frente não sabe o tamanho do local, que é bem amplo e possui instalações edificadas. 

Finalidade
A construção que provavelmente abrigará o Porto Seco, foi originalmente projetada para ser o portal de entrada da cidade o que por várias razões, acabou não dando certo. Depois, abrigaria uma Escola da Polícia Militar (ideia de Roberto Requião quando governador); depois seria um complexo esportivo, mais tarde uma pista de arrancadão e agora, se acharem a cabeça de bode enterrada, o lugar poderá finalmente ser ocupado. Um engenheiro disse ao Corvo que a estrutura ainda está em boas condições e pode ser adaptada. O Corvo está acenando essa bandeira desde o anúncio da perimetral. 

Galos de rinha
Coitados dos bichos, os galos usados para a diversão de aficionados, nas chamadas rinhas. Vira e mexe, aparecem “ensacados” como fossem mercadoria de supermercado. É assim que são conduzidos de um lado ao outro. A imagem, por si, é sufocante. Pensa os bichos num porta-malas?

 

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