Porto Seco


- Por: Redação 1

Porto Seco

O jornal errou. Diretores, editores e o corpo de redação pedem desculpas. O Corvo também pisou na bola, afinal de contas, repercutiu o caso na edição de segunda-feira, soltando rojões e fogos de artifício, coisa proibida por Lei em Foz. O GDia publicou que o terminal aduaneiro, um dos maiores da América Latina, poderia ser transferido para as estruturas do portal da cidade, onde há obras inacabadas. Acontece que o local foi descartado lá pela metade do ano passado. A notícia foi repercutida em vários meios, porque acreditam em nossas informações. Na edição de terça-feira a notícia foi corrigida, mas já tinha feito estragos. Lamentamos. Acontece. 

Bandeira
É uma bandeira do GDia discutir o assunto, afinal de contas, fica inimaginável uma nova ponte com o Paraguai e uma perimetral operando, com o tráfego pesado voltando para a cidade. No mais, a transferência do Porto Seco é um assunto muito técnico, cheiro de variantes, uma cristaleira no exercício público, envolvendo Receita Federal, entidades municipais, estaduais e federais, outros países; opções de construção modal, com ou sem silagem, chegada de ferrovia, possibilidade de acesso hidroviário e tudo esbarrando num cabedal legal e com decorrência de prazos. Não é difícil errar em condições assim. Não foi apenas erro, mas uma precipitação jornalística, na ânsia de atender aos questionamentos dos leitores que todos os dias querem saber como o assunto das cargas desviará da cidade.

Tarefa em conclusão
O bom dos erros, é que deles, surgem os acertos. De um dia para o outro, ficamos sabendo que o ideal, será utilizar uma área maior e privada, e, assim, o tema terá um desembaraço mais eficiente. Quem trabalha o assunto, corre para vencer o tempo. No mais, ficamos orgulhosos em saber que nossas autoridades estão se dedicando tanto, em uma providência de logística tão necessária. Assim a cidade avança. No mais há outra notícia: a cabeça de bode continuará enterrada no local onde seria o Portal da Terra das Cataratas; essa está difícil de ser encontrada.    

Provérbio
“Cachorro com três donos morre de fome”. Foi o que disse ontem, o Dr. Nelso Rodrigues, no programa Contraponto da Rádio Cultura, ao comentar a confusão que as autoridades estão causando no enfrentamento da pandemia. Cada um vai para um lado, e brigam, e se pegam e no meio dessas confusões, surge uma corda esticada com a mentira e descrédito na ciência de um lado e a verdade de outro. Oras, por favor! É hora de arranjar solução e não faz jogo de empurra. Quem for parar num hospital vai sofrer, com ou sem Covid-19, porque não há UTIs nos hospitais. 

Quadro drástico
É muito ruim imaginar, que só haverá leito em UTI, depois que alguém morrer. Infelizmente isso é uma constatação e muito sombria. Tá certo que muitos conseguem vencer a doença, mas os casos de insucesso são atormentadores. 

Volta às aulas
O presencial está suspenso e não poderia ser diferente. Mas há muita gente protestando. Em Curitiba há passeatas pedindo crianças nas escolas, mesmo na atual situação de contágio. É normal que algumas pessoas em Foz pensem igual.

Aulas remotas
Elas são boas? Os alunos aprendem? Há rendimento? A maioria dos educadores aprovam o sistema e há quem diga, que ele causou uma transformação até no ensino público. No futuro, nada será como antes. Na discussão, dizem que aulas remotas são pontuais, até porque os alunos podem revê-las, em caso de dúvida. Tudo muda na escola virtual, do contato com os professores, com a escola, colegas, o ambiente é outro. O grande problema é a exclusão, ou alunos que não possui amparo tecnológico, afinal é necessário um computador, internet, no mínimo um celular. Aí é que o bicho pega. 

Distância
Há entidades privadas que estão revolucionando o ensino à distância. Algumas dão banho de tecnologia. Mas isso é a ponta privada, o outro lado, no ensino público, ainda há muitas dificuldades. Muitos professores estão emprestando celulares para os alunos.  

Celulares dos deputados
Quem diria, alguns deputados estão reclamando da qualidade dos celulares coorporativos. Que coisa hein? E pensar que pagaram R$ 3 mil para cada aparelho. É o Brasil das desproporcionalidades, de um lado as crianças sem canal e instrumentos para frequentar as aulas e de outro, aparelhos caros, encarados como fossem esmolas.  

“Vem pra Rua”
O movimento acontece hoje e tomara, as pessoas se cuidem e não acabem engrossando a fila do atendimento. Os organizadores, muitos dos quais não querem ser identificados, garantem que muita gente vai engrossar o protesto. 

Abrir ou fechar?
O Corvo é cumpridor da Lei, dos decretos, acredita na ciência e espera pelas vacinas. Qualquer cidadão com a cabeça no lugar, sabe que haverá vida normal só depois da população vacinada, mesmo assim, isso demora. Pois bem, logo, o lockdown se justifica, do contrário, boa parte do mundo não estaria praticando. Mas olhando para o que acontece em Foz, funcionar o comércio tem lá fundamento, porque de um jeito ou de outro, as pessoas estão se aglomerando nos supermercados ou locais considerados essenciais. 

Responsabilidade
Na discussão, infelizmente existe um “se”. Se a população se cuidasse, respeitando a ciência, os decretos, e adotasse cuidados para evitar aglomerações, usando máscara e mantendo a higiene, tudo seria mais fácil. A verdade é que o setor comercial paga o preço, em razão da ignorância. Seria possível funcionar o comércio, caso um número grande de pessoas fosse tão desobediente e irracional, porque não ligar para os efeitos da pandemia é uma roleta russa cotidiana.

O leitor quer saber
Prezado Corvo, se é proibido sair de casa depois das 20 horas, como o senhor explica esses veículos circulando com o som alto, no meio da madrugada. O que vejo é que estão zombando da cara das autoridades. 
Rolando M. S. Tavares

O Corvo responde: prezado, a força-tarefa está pegando pesado. Muitos locais foram identificados furando os decretos e causando aglomerações. Os fiscais estão com os dedos roxos, de aplicar multas. 

Toque nacional
Então seo Corvo, os governos estaduais estão pedindo um lockdown noturno unificado, em todo o país. Mas taí uma coisa difícil do presidente aceitar, porque por ele, tudo ocorreria como antes. Será que isso vai resolver? O que falta é demorarem e quando a ideia for aceita, parar tudo de novo. Que barbaridade hein?
Claudiomiro Vilaça

O Corvo responde: não são os governadores que pedem “toque de recolher” nacional e sim os secretários de saúde dos Estados. A briga dos governadores é em razão de uma declaração do presidente Bolsonaro, sobre os repasses aos Estados, o que aliás, está dando o que falar. 

Sem vagas de estacionamento
Corvo, pensa, os comerciantes da Felipe Wandscheer estão na maior dor de cabeça. Há uma escola lá, a Libanesa Brasileira e quase todas as vagas do trecho são usadas pelos professores, até mesmo em tempos de pandemia. O comércio é quem paga o pato e só faltava colocarem uma zona azul naquele local, para causar revezamento. Saiba que já estão fazendo um abaixo-assinado, pensa? 
Marcio G. F. Silva

O Corvo responde: prezado, o local é sim muito movimentado mesmo sem aulas e há dificuldades para se encontrar estacionamento, se o caso for frequentar o comércio da região. Os professores estão em atividades para aulas remotas. Este colunista recebe muitas reclamações à respeito e, circulando pela área, há uma rua paralela praticamente vazia, onde também existe um acesso ao colégio. Vai ver, os professores estacionam na avenida, por questões de segurança. Em todos os casos, está lançada a discussão. 

Gênio
Muita gente não sabe, mas o ex primeiro ministro britânico Winston Churchill, foi um grande artista plástico. Algumas de suas obras estão na galeria dos gênios da pintura. Recentemente a atriz Angelina Jolie vendeu um quatro de Churchill por R$ 54,4 milhões! O rival Adolf Hitler também era pintor, mas nunca passou do status da mediocridade. Não servia nem para pintar uma parede. 

 

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