Protocolo propõe reabertura da Ponte da Amizade em três fases


- Por: Redação 1

Protocolo propõe reabertura da Ponte da Amizade em três fases
Proposta prevê a abertura gradual da ponte, em três fases, começando pela liberação da circulação para moradores da fronteira

Autoridades do Brasil e do Paraguai, em diálogo sobre a reabertura da Ponte Internacional da Amizade, contam com propostas de segurança, prevenção e controle reunidas no “Protocolo sanitário binacional para a retomada econômica da região trinacional do Iguassu”. Consensual, o documento foi elaborado por lideranças empresariais, da sociedade civil organizada e de órgãos públicos de Foz do Iguaçu e Ciudad del Este. 

O documento prevê a abertura gradual da ponte, em três fases, começando pela liberação da circulação para moradores da fronteira, em veículos com até 50% da capacidade de ocupação. A comunidade fronteiriça deverá apresentar comprovante de residência e poderá cruzar a via diariamente, das 6h às 18h. O transporte de cargas deverá ser feito das 18h às 6h.

Na segunda etapa, o protocolo prevê ampliação dos horários e flexibilização do trânsito de pedestres. Por último, autoriza o fluxo de não moradores e turistas. O estudo fixa perímetro inicial de segurança sanitária compreendendo Foz do Iguaçu (Brasil) e as localidades de Ciudad del Este, Presidente Franco, Hernandarias e Minga Guazú (Paraguai).

“A portaria do governo federal brasileiro, que restringe o acesso às fronteiras, já garante o trânsito para os fronteiriços, os moradores das áreas de fronteira”, expõe o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz), Mario Camargo. “Para isso acontecer, é preciso que haja reciprocidade, no caso, garantida pelo Governo do Paraguai.”

Camargo defende a breve reabertura da Ponte da Amizade, a fim de frear os danos sociais e econômicos causados por seu fechamento, em março. “Em documento ao governo de seu país, empresários e lideranças de Ciudad del Este citam ‘perdas multimilionárias’ e estoques inteiros que não têm mais valor de mercado. Isso destrói empregos, causa aumento da miséria e instabilidade à fronteira”, assevera.

Codefoz
Foto: Acervo DNIT

 

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