Triste recorde


- Por: Redação 1

Triste recorde

O Brasil tem alcançado uma marca temerária: superar os EUA em mortes por Covid-19, por milhão de habitantes. Uma tragédia! Essa conta, um dia, vai estourar no lombo de alguém. Questionamentos assim já estão se delineando em muitos países. Bolsonaro que se cuide. 
 
Imbecilidade 
Que há muita ignorância abordando a pandemia não é novidade, mas o que dói e causa estranheza, é ver pessoas esclarecidas, espalhando o besteirol, ou tentando descontruir a necessidade da vacinação. Profissional da área de Saúde, insistir nos tratamentos precoces usando cloroquina e, colocando dúvidas na eficácia da vacinação deveria pelo menos se explicar publicamente. Quem contradiz a ciência precisa colocar as teorias em prova. 

Sem explicação
Os chamados tratamentos precoces ou providências para fortalecer o organismo contra o covid-19 podem até oferecer resultados, mas não são mais eficazes que o distanciamento, o uso da máscara e as medidas sanitárias recomendadas para enfrentar a pandemia. O caso é que muita gente embarca na orientação do “precoce” e sai por aí bancando o super-homem, como fosse inatingível pelo coronavírus. É um ledo engano; que engrossa a fila nas UTIs. Já deu né? O melhor é acreditar no que diz o mundo e não bancar a rebeldia. O senhor Mohamad Barakat enviou algo interessante e o Corvo faz questão de publicar. 

Absurdo
As imagens e casos do que acontece no Oeste do Paraná estão correndo o mundo. Pessoas entubadas nas recepções e corredores dos hospitais e pronto-atendimentos? Isso é surreal, como ocorresse um desastre de enormes proporções. Bom, comparações é que não faltam, como a da quantidade de aviões que cairiam por dia, para computar os mortos pela covid-19. É difícil comparar, porque não vivemos um terremoto de grandes proporções ou acidentes aéreos simultâneos, coisas que certamente causariam uma comoção muito maior. É triste imaginar que os brasileiros aceitam as mortes em decorrência da pandemia, com tanta naturalidade. Será que há algo de natural nisso? 

Comércio restrito
O Corvo precisou fechar a edição cedo, mas tudo caminhava para a reabertura do comércio, claro, com um cabedal de restrições. As reuniões vazaram a madrugada. O problema da flexibilização, não é com os comerciantes, ou com os comerciários e sim com quem vai para as ruas sem proteção, para dar de cara com o covid-19 e depois, ir acabar na fila do atendimento, cada vez mais atemorizante. 

30%
A regra de atender apenas 30% do movimento nos supermercados é muito relativa. Alguns gerentes levam em conta o espaço e a capacidade de público, mas sem estatísticas de frequências. Ontem (quinta-feira) pela manhã, não havia filas nos estabelecimentos. O Corvo ligou para um gerente e ele disse: “a frequência na loja, já era de 30%, por causa da pandemia”. Em outras palavras, nada deve mudar”. 

Bairros
O Corvo encontrou uma solução mais confortável para ir às compras: frequenta os mercadinhos do bairro. Lá tem de tudo, com preços até melhores e o atendimento é personalizado, os locais são muito higienizados e a frequência de público é bem menor.  As grandes redes que nos desculpem, mas segurança é fundamental. E na base da conversa, os proprietários vão trazendo produtos que agradam a freguesia.
 
Mais jovens
As variantes brasileiras do coronavírus estão abarcando pessoas mais saudáveis, aumentando na faixa de contágio acima dos 30 anos. As mutações apresentam um quadro de imprevisibilidade. E, a onda de contágio, abarca de vez os mais vulneráveis. Que dificuldade colocar na cabeça do povo, que é preciso se cuidar?  

Na Newsweek
Foi uma notícia de respeito, a publicação que o Hospital Costa Cavalcanti é o melhor do Paraná e aparece entre os destacados no Sul do Brasil. Parabéns ao Fernando Cossa e sua equipe. Notícias assim oferecem muita segurança ao cidadão.  

Hospitais de campanha
O deputado Paulo Eduardo Martins está trabalhando para a abertura de mais leitos n o oeste do Estado. Na quarta-feira (03) ele fez uma proposição ao Ministério da Saúde para a construção de um hospital de campanha em Foz do Iguaçu. Há quem garanta, que apesar dos acontecimentos, isso não será necessário. 

Constatação
“Mesmo com o esforço da prefeitura, Foz do Iguaçu está prestes a entrar em colapso. Além da demanda local, há também a procura de atendimento por parte dos brasiguaios e de paraguaios que cruzam a fronteira. Dessa forma, o aumento de leitos no Hospital Municipal pode não ser suficiente”.  Até aí tudo certo. O problema é saber se a prefeitura concorda com isso. Lá no início da pandemia a visão era outra, a de equipar as unidades hospitalares, de maneiras que a estrutura se tornasse permanente, após a pandemia.

O fim da segunda onda
Com as medidas restritivas e os investimentos anunciados, é possível que a situação se reequilibre e não seja necessário instalar um hospital de campanha, o que demandaria tempo. A reza é grande, para que isso aconteça. Em todos os casos, ajudas e o pensamento focado na região, como fez o deputado Paulo Martins, sempre serão ações bem recebidas. 

Sobre o Porto Seco 
O debate está bem aceso, os leitores interagem, surgem ideais como houvesse uma gigantesca panela de pipoca, com o milho estourando a cada segundo. Ninguém duvida da capacidade do Codefoz, afinal existe exatamente para isso, mas não seria o caso a encomenda de um projeto mais ousado, envolvendo universidades, especialistas no assunto, a exemplo de grandes entrepostos europeus, onde fazem um pouco de tudo? Foz tem essa cara, de se encontrar com o mundo. 

Modernidade
O Porto Seco, pode ser muito mais que um local para abrigar caminhões e desembaraçar cargas. As funções de locais assim são mais abrangestes, de acordo com o desenvolvimento dos mercados. Só mudar o Porto Seco de lugar, jogando, e, cobrando toda a responsabilidade da ação, da Receita Federal, pode ser uma condução de limitações, sem olhar para outros flancos, sobretudo quando se imagina uma ligação transoceânica. 

Localidade
Seo Corvo, quero dar um “pitaco” nesse assunto do Porto Seco. Em minha opinião, o local ideal para isso existir, seria lá pelas bandas do Porto Meira, porque está próximo dos rios, e facilitaria o escoamento de produtos até Buenos Aires. O caso, é pensar como chegar a ferrovia até lá, porque o assunto rodoviário parece solucionado, com a perimetral. O local está próximo do aeroporto e oferece as melhores condições modais de toda a região. Só não vê quem não quer. 
Murillo R. D. Scnhader

O Corvo responde: é necessária uma grande área para abrigar os caminhões e mais todos os recursos planejados para o futuro. Nas discussões, pode ser, encontrem um local apropriado para abrigar a estrutura. É bom ver a cidade “pipocando” o assunto.  

Biogás 
O vereador Kalito Stoeckl sugeriu ao Executivo o aproveitamento do gás que é acumulado no aterro sanitário. "Nossa ideia é que a Prefeitura estude maneiras de utilizar este gás como fonte de energia, seja em veículos, ou para geração de energia elétrica”. Segundo ele, “em Cascavel tem a Praça das Nações que é iluminada com esse tipo de energia gerada no aterro sanitário da cidade. É também uma economia de R$ 110 mil por mês que Cascavel vem fazendo com isso”. 

Antigo lixão
Não é assim fácil prospectar o biogás, embora seja uma providência das mais valorizadas, no ponto de vista ambiental. Contaram para o Corvo, que um bairro se instalou em cima do antigo aterro, lá pelos lados do aeroporto. Reza a lenda que algumas pessoas enfiam um cano na terra e fazem ligação direta no fogão, pensa? 

Socorro aos eventos
Os deputados da bancada iguaçuense (que luxo usar uma expressão assim), comemoram a aprovação de um projeto para tirar do lamaçal o setor de eventos. O Vermelho ganhou ênfase, porque está faz muito tempo (põe tempo nisso) na cola dos ministros, governo federal e na soma pela articulação do projeto. O Corvo é testemunha das inúmeras ocasiões em que ele reportou o assunto à redação. 

Até segunda-feira
Chegamos ao final de semana. A coluna foi escrita ontem, e nas sextas-feiras, o Corvo acorda com coceira na mão, procurando as teclas do computador. Chega a dar uma agonia. Em razão disso, há muita pressão para o retorno das edições de sábado, mas a direção fecha a cara, toda a vez que se toca no assunto. Dizem que antes disso, a meta é aumentar a paginação e devolver um pouco mais de cores ao matutino. Essa pandemia dá nos nervos! Bom final de semana!

 

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